"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

I am not but I am

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
essa metamorfose ambulante...

domingo, 28 de junho de 2009

NinguémSabe.

Não sei... Parece mais que ela está presa numa história. História essa que não é dela, a qual ela não pertence. Não se encaixa. Ela está perdida, jogada n'algum lugar, muito provalvemente, num lugar onde não quer estar. Perdida. Entregue aos devaneios. Sem saber para onde ir, qual caminho seguir. Ela não se encaixa em lugar algum, não pertence a nenhum, vive a vagar sem rumo por lugares quaisquer. Excluida da sociedade, por parte da sociedade e por ela mesma.
Está sempre triste, seu semblante sempre esmorecido. Sempre infeliz. Parece viva, mas está morta, por fora e por dentro. Sem exceção.
De clitóris cheio de tudo, da vida que leva (vida?), das pessoas prementes que a circundam, no colégio, no trabalho ou na rua. Não importa onde.
Ela está presa numa realidade inventada ? Algo em que acredita tão firmemente, que dentro de sua cabeça chega ser verdade absoluta ? Ela está perdida e não consegue mais diferir a fantasia da realidade ?
Ela tem pelo menos alguém, pessoa em carne e osso, em que confie (tirando, claro, seu alter-ego) ?
Então ela começa a chorar descontrolada e incessantemente, porém sem cólera. Muda. Muda por fora. Por dentro ela está rasgando os pulmões de tanto berrar, gritando contínuamente com toda a fúria acumulada.
Não, as coisas para ela não estão nada bem e ela tenta conviver com isso... Na verdade ela pensa em se matar todos os dias. Você já verificou os pulsos dela ? Se eles continuam mesmo intactos ? Se você olhar atentamente para eles, então verá. Verá a marca da mais pura verdade. De uma vida que não quer mais ser vivida. Que não tem motivos concretos (ou não) para continuar.
Ela é uma garota infeliz, coitada. Foi uma fanfarrona na vida passada. Reencarnou, porém, nessa vida desolada, acabada.
Quem sabe é apenas mais uma sadomasoquista...