"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

I am not but I am

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil

sábado, 3 de abril de 2010

Te quero

Cautela e ponderação...
Onde começou ?
Que fraqueza sinto em minhas pernas... Que embrulho sinto em meu estômago...
Essa falta de ar, esse nervosismo e essa tremedeira danada
Paixão ?
Putz... Era tudo o que eu queria...
Era sim e não era.

Ai que cheirinho bom
fica em mim
não desgruda não
Tão gostoso esse cheirinho
me dá mais um pouquinho

Se eu parar pra contar as semanas
vou me surpreender ainda mais
Sinto que está rápido, mas ainda assim,
sinto que está bom, está justo.

Quero contar.
Vou te dizer quando a coragem bater,
que estou sentindo coisas
Que por mais semelhantes que sejam das outras
são inestimavelmente diferentes


Vou te dizer quando a coragem bater,
que tu és inapreciável e me deixou desta forma
Vou te dizer quando a coragem bater,
que tu és tão amável quanto podería-se pensar
que preciso de você mais que do ar

Preciso dizer que tu és incomparável e linda e que eu sou idiota.
Vou acabar caindo feito um patinho no teu encanto
Preciso dizer que quero você perto de mim e que te quero sim.
Te queria antes,
te quero pra ontem
te quero hoje e agora
e vou continuar querendo depois.

Me dá a mão e vem ficar comigo
não tem de ser pra sempre
Tem de ser supremamente excelente
e infinito enquanto dura.

Me encantou
Agora me abraça e diz que me quer
e que não vive sem mim
Que eu já sou toda sua,
Toda sua.




- Poema escrito ao som de Semisonic - Fascinating New Thing.

terça-feira, 30 de março de 2010

Vai Aturar?

Não lembro como era
Como deve-se
agir ?

Eu lembro...
Gosto de bunda de homem, coxas e pernas
Ou pelo menos gostava
Lembro que gostava

Na verdade gosto de boca bonita
Olhares intensos
Sussurros
Que fazem arrepiar-me
E poesia
mas gosto de diversas coisas,
Essa é parte da verdade

Se puder e se quiser compartilhar
é só chamar, é só me olhar..
Vai aturar?




"But darling,
You are the only exception  ♪
(Paramore - The Only Exception)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Não é fácil


Vou me perder por aí
Vou te esquecer por aqui,
por estas datas...
Não é que te Amo de menos
É que me Amo demais.






"O que eu faço? O que eu posso fazer?
Não é fácil, não é fácil


Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal
Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil, é estranho"
(Marisa Monte - Não é Fácil)

domingo, 21 de março de 2010

Mais Amargo

Correr contra essa correnteza é tenso
tô exausta,
cansada de ser aceita e depois rejeitada
e então ser aceita novamente...
E aí você não quer só a mim

Não sei se quero conversar,
já falei demais e você já me enrolou pra cacete
O que queres afinal ? Me magoas por nada
Não vê ?
Por que não tomas uma posição definitiva ?

Se não sabe dizer o que é e nem tenta... Não sei
Às vezes, como agora, eu tenho um mínimo de Amor Próprio
um mínimo de vontade mastigada de dizer "me deixa em paz"
mas não dá
Sou fraca e estou vulnerável
às suas atitudes mal pensadas
ao que você deseja

"Não faz isso comigo..", eu pediria
mas você já não liga mais
talvez nunca tenha ligado.
Eu queria tanto que a minha vidinha acabasse agora
se dissipasse sem mais nem menos

Eu queria, de todo coração
te abraçar e mostrar que é real
Mas talvez você fique estática pensando em outra pessoa
talvez você sequer me toque, sequer me olhe
O que estou fazendo ?
Por que estou cedendo pra você se você não se importa ?
Só faz bater-me a porta

Faz assim, só dessa vez me escuta,
pega isso o que você tem e junta com o que eu tenho
tipo massinha
E assim nós podemos modelar...
Só pra ver no que vai dar...

Só pra dizer que tentou e não se arrepender por demais
Arrepender-se do que não fez tem gosto mais amargo...
Já não digo coisa com coisa
nem sei por que ainda tento...
Você quer que eu deixe vago este cargo ?




"tô cansado de tanta babaquice, tanta caretice, dessa eterna falta do que falar"   ♪
(Cazuza - Vida Louca Vida)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Obrigada

Que só queria desfazer
em bilhões de partículas,
desaparecer do mapa
por inteiro, por toda a eternidade da minha insignificante existência.
Apenas isso. Não é implorar demais.

Se por coragem ou covardia não sei dizer
a escolha é minha, a vida é minha
e, portanto, a culpa também é toda minha.
Só minha.

Obrigada
por não ouvir nunca e por jamais entender
qualquer gesto, qualquer trocadilho banal e quaisquer palavras por mim cruzadas.
Obrigada. Obrigada por nada.






- Poema escrito ao som de Pitty - Na Sua Estante

quinta-feira, 4 de março de 2010

Prêmio de Consolação

Que mané não sabe o que é isso dai que está sentindo
é Amor isso dai, toda essa confusão
é Amor e você sabe disso e eu também..


Então qual o problema ?
Por que não admite ao menos ?


Se prefere... Então fique com seu cimento
Continue, em vão, tentando tapar seus buracos sem fundo
transbordados de Amor e medo..


Continue iludindo a si mesma
desprovidamente com seu Prêmio de Consolação


Vou caminhando debaixo do Sol quente numa eloquente solidão premente
sorrindo sem estar contente, sentindo lufas desmotivadas
sonhando contigo,
te pedindo abrigo.





- Poema escrito ao som de Marisa Monte - Até Parece.

terça-feira, 2 de março de 2010

Sônico Metamorfosear

Sônico metamorfosear dos ventos abafados
Entre os inocentes conturbados me divirto mais,
Essa constipação mental, vertiginosa das 5 da manhã me seca
deixa-me atordoada facilmente
contando-me segredos sabidos
receados por não dissociação

Sônico metamorfosear dos ventos abafados
Eles novamente reinventam e reavivem outras pessoas
mudando horários, valores e vontades
Novamente discorrem-se alusões momentâneas, discrepâncias ávidas e suspeitas sem direção

Abafando resquícios regurgitados pelo assombro da névoa verdejante
Abafando resquícios memoriados pelo reflexo difuso da caça ao caçador

Trocando significados e significantes, sugerindo bobagens sem sentido
repensando arrependimentos amorosos passados, reavivando do túmulo aqueles que não se deve nomear
desejando destes um último afago, um último beijo estálido, recobrando o afeto perdido e espatifado
Modificando sentimentos não realizados
restringindo saudades trementes e paixonites cadavéricas... Paixonites perpétuas
Que é pra não quebrar de novo com tanta violência, que é pra não deixá-lo partir-se por mesquinharia
nem deixar aos cuidados de qualquer alguém,
que more longe ou que more perto,

Espatifando sentimentos idealizados... Fortificando carências sem saúde, porém não-destrutivas
e reafirmando compromissos fechados.
Sônico metamorfosear dos ventos abafados,
vem acordar, jogar-me da cama e não deixar enclausurar
vem fazer, pôr-me a levantar e correr pro mar, sussurrando nomes sem parar, sem pensar
proferindo palavras mórbidas e exasperadas...

Notóriamente afogo queimaduras e piso rachaduras... Apelando para o zelo descuidado
bêbeda de mim mesma

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Desleixado

Mesmo na vulgaridade das palavras enrustidas
Nelas se concentra meu tesão,
meu apreço

Pra eu confundir a cabeça dos desavisados
e o coração dos amordaçados

E vou mergulhar no asfalto
no concreto das vaidades "desembelezadas", que é pra ver se eu desencontro com meu ser, que é pra eu me encontrar ao me perder...

Desleixado coração petrificado
pelo abandono dos incapazes.
Desleixado coração petrificado
pela inconstância dos sentimentos frouxos... E rústicos.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cazuza, Minha Eterna Paixão Eterna ♥

Exagerado - Agenor de Miranda Araújo Neto


Amor da minha vida

Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade


Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas


Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado


Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar


Por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais


Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado



Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais



Eterno Cazuza ,
                             Porque nós dois compartilhamos das mesmas dores e vivemos de vários amores,
                             é isso que faz da vida nossa graça e desgraça
                             para sempre perdidos pelas tentações e consternações
                             descabidas, meras e sem valor
                             na tentiva de nos agarrarmos a um pedacinho disso que chamam de história, disso que chamam de vida
                             Nós dois não sabemos o que queremos ao certo, também não temos juízo
                             mas cabe a nós saber disso, e ao contrário do que pensam nós dois ainda sabemos o que não queremos
                             Da nossa vida a gente faz poesia, a gente brinca, brilha, energiza e Ama,
                             essa gente careta e covarde deveria seguir nosso exemplo e fazer assim,
                             simples e incorreto, com destreza e Amor.
                             Vivemos a vida, pois ela é para ser vivida e não para ser deixada de lado, dissipando-se
                             Somos Amor e dor, mas mais Amor do que dor e até mais do que Amor, também somos libertinos e auto-destrutivos
                             o resto é resto, são os escombros de nossas indas e vindas
                             mas sabemos o que é o Amor e não afivelamo-nos a ele por simples diversão... Tá, um lazer de vez em quando até que é satisfatório, mas em poucas vezes saímos vitoriosos, são poucas as vezes em que não nos arromba a cabeça e o coração.

                             Cazuza e eu, a metade de um d'outro. Convictos de nossas delegações, de nossos amores e arrastões, de nossas poesias sem rosto... Sem desuso proposital, sabemos de onde veio o que para qual, e continuamos a nos perder por aí, continuamos a fazer promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom, continuamos a esconder-lhes a verdade para que não sejam abatidos pela solidão, continuamos a confundir coxas, continuamos a vagar na Lua deserta das pedras do Arpoador, continuamos a dizer "alô" aos nossos inimigos e a encontrar abrigo no peito de nossos traidores, continuamos a viver num clip sem nexo pierrô-retrocesso meio bossa nova e rock 'n' roll,
                              pois faz parte do nosso show.
                              Vivemos um dia após o outro, pelas drogas do coditiano, pelas soluções sem ano, todo dia nossa insônia nos convence que o céu faz tudo ficar infinito... Todos os dias do meio fim de nossas vidas nós desejamos vigorosamente pro dia nascer feliz, o mundo inteiro acordar e a gente dormir, para que o dia nasça feliz,
                              ah, essa é a vida que a gente sempre quis, o mundo inteiro acordar e a gente dormir, mas não é só isso, é sempre mais,
                              todo dia é dia tudo em nome do Amor, essa é a vida que nós quisemos, procurando vaga uma hora aqui, outra ali, no vai-e-vem dos quadris... Pro dia nascer feliz,
                              nadamos contra a corrente só pra exercitar... Não, porque também gostamos e porque também adoramos dizer-lhes segredos de liquidificador.

 Continuo dizendo ao pé de teu ouvido, Cazuza meu amor, somos tu e eu nessa vida, nesse alvorecer dos avessos  .

Fugindo...

Fugimos do que nos afronta...
Fugimos do que é diferente
Fugimos do que gostamos
Fugimos de tudo, até de nós mesmos
de nossas sombras

Por que fugimos tanto ?
Por que tentamos fugir do que não se pode fugir ?
Por que somos tão teimosos e lerdos ?

Como não conseguimos distinguir um caminho de outro
o pior do menos pior ?
Por que sempre temos desejo pelo pior, pelo caminho mais espinhoso ?

Não sei que porra é essa
que a gente tem
e que me atravessa,
Mas não quero isso pra mim
e nem para aquela que o quer para si e até para mim

Não sabe nada
nada, nada, nada
Pensa estar fazendo o melhor
Melhor ? Melhor pra quem ? Que melhor ?
Não tem melhor nisso... Ela sabe

Mas tá... Se queres assim
então assim será
Não corro por ti mais, foda-se
Vou me perder para sempre nesse buraco negro do mundo
e esquecer de você... Disso aqui

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Não sei.

 Não entendo tanta coisa. Porque essas coisas têm mania de se camuflar ? Por que é tão difícil de entender ? Quero saber o porque dessa tristeza profunda e apática, o porque dessa mania devassa e estúpida de afastar quem se importa, quem quer fazer valer a pena. Quero conversar sobre isso, especular, mas não dá. De que adianta eu falar e falar se ninguém entende ? De que adianta, se eu não sei como falar e os outros não sabem como ouvir ?
 Tudo se torce e retorce e não há nada que eu possa fazer para que isso mude, não há nada, jamais houve... Já nem sei direito o que foi que me fez ficar assim, é tanta coisa que me assola se assomando, que não faço ideia de qual delas me faz pifar dessa maneira. Todas têm culpa, todas fizeram-me mal, mas não sei qual delas é a pior.
 Queria mesmo poder dizer o que é isso, mas não consigo. É difícil... E quando tem alguém realmente disposto a saber é foda, tem vezes que eu acho um absurdo completo tudo o que me aflige e aí eu me fecho ainda mais. Não é nenhum pouco fácil, é enlouquecedor. Tudo isso e muito mais acontece comigo, logo comigo, que já não sou muito certa desde sempre. Logo comigo, que sou extremista.
 Talvez seja por isso que eu prefiro me atrelar aos estranhos, eles não questionam nada, não perturbam, não ficam falando sem parar sua ladainha imunda nos meus ouvidos. Eles apenas não se importam e por isso não questionam nada. Mas talvez seja como me disseram, os estranhos questionam sim e na verdade só são de fato estranhos por algumas horas ou dias. Dane-se não tenho contatos constantes mesmo.
 Quero sumir. Sumir de verdade, não pegar nada, nem escrever bilhete, apenas partir, já recebi até convite para isso. Não importa o lugar, desde que ninguém saiba, desde que ninguém vá me procurar. Mas aí tenho de voltar à realidade maldita de cada dia. É uma pena que fugir fique apenas na ideia, seria ótimo dar vida à ela.
 Não sei, não sei... E quando a tristeza profunda não me consome, continuo confusa, mais confusa que antes. É ininteligível. Droga, me sinto tão... Tão burra, tão estúpida, impotente e débil... Não me acho digna de Amor e de bons tratos, nem de confiança e outras coisas boas. Não sei. Não me digo merecedora de nada, não sou santa, também não fiz por onde mesmo.
 Estou escrevendo esse monte de merda nenhuma para que a porra de ninguém leia, de qualquer forma continuo escrevendo loucamente, para que minha mente cesse e me deixe letárgica, mesmo que por algumas horinhas.
 Não tendo ninguém que me entenda apenas jogo-me de volta à solidão, para a crueldade de minha mente hiperativa. Adeus.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Posse.

Talvez os dias fossem duradouros
dormisse eu mais cedo
Talvez assim as semanas deixassem de passar cansativas

A manhã que se propaga tão violentamente
tira-me do sossego, arrancando-me de minha bolha
estourando-a descuidada.

Já não sei como vim parar aqui
de tanto que corri por dentre as árvores
sem desalento, com desespero

O estranho íntimo que me está a cercar
assusta-me ao mesmo tempo que me faz adorá-lo
É estranho como a si mesmo e gostoso.
Há tanta admiração e entusiasmo,
que mal posso descrever ou demonstrar
de minha parte há cautela imoderada

Aos pouquinhos vão-se sobressaindo
como num desabrochar.
Aos pouquinhos...
Vou tomando posse
daquilo que não me pertence e que não deveria pertencer...
Ou talvez deva sim, assim o ser
Deva ser minha, como eu dela.

Assim tem-se duas metades de um todo,
fundidas pelo acaso...
unidas por desacato, pela parte de uns e outros.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Tangente

Pessoas em nossas vidas que se vão, às vezes tão rápido quanto se vêm
algumas ficam, cismam em não partir e se grudam a nós, às nossas ideias, aderem nosso estilo de vida...
Primeiro estranha-se, depois estranha-se também. O que muda ?

Tem gente vindo e tem gente partindo
Vindo pra ficar de vez ou pra causar transtorno
Partindo nossos corações ou indo embora, simplesmente
com ou sem explicação

Dá-nos baque surdo
estridente e estrondoso.
Não importa quem está vindo e indo sem parar
não importa o motivo da partida destas
elas são apenas sombras
elas são apenas como o vento, não demoram a desaparecer pra longe, pra além da esquina mais distante.
Importa quem fica, quem mexe, quem está aí dando sem se preocupar em receber

Minha contradição me complica e me afeta
espera-se que um dia ela esteja apta
a descomplicar minha complicação e a tornar ainda mais simples o modo como vejo o que não se pode ver
que seja possível também não falar mais oco
gritar sem mais esforço
e não pensar pouco

A simplicidade do momento me atinge e me desdobra
para que se possa fazer mais, para que se possa corres atrás
do que corre demais
do que corre pra trás, fugindo de nós, correndo pr'um buraco fundo e buliçoso
cada vez mais sem escapatória
sem nem conseguir sair pela "tangente"

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

De Você.

É que eu tô com vontade de você
isso não vai cessar até que
eu possua seu ser

Alternativa ?
Não estou pagando sugestão,
mas ouvir uma nova opinião
seria "bão".

Alternativa, nem tô pedindo
nem tô querendo
Mas vou tecendo... Aqui e ali

Não tem cu com as calças nas minhas palavras, nos meus pensamentos e talvez nos sentimentos
mas eu não disse nada que tinha, nem que terá...
Apesar de que, o tempo passa e certos costumes enjoam
Enjoei de mim ?

Não liga, não
é que são 3:20 da manhã
E eu ainda tô com sede de você

Velha do Méier

Vim aqui novamente para dizer palavras incoerentes e nocivas, palavras que ferem meu ego... Ou não. Não, na verdade dessa vez elas não ferem meu ego, não são nocivas ou coisa que o valha, talvez incoerentes... Provavelmente. Dessa vez está tudo tranquilo e isso é tão fora do meu normal que eu até estranho.

Ainda me pergunto por que foi que eu demorei pra fazer isso, sabe, ela estava lá o tempo todo. Mas... Tudo no seu tempo... Será ? Não sei, não faz muito meu gosto pensar dessa forma.

Talvez eu realmente goste da incerteza e da imparcialidade da vida... Talvez... Talvez, por mais que me doa, eu ainda esteja esperando por surpresas, por coisas que não se pronunciam, talvez seja o melhor, mas vai saber... É tudo muito incerto e eu tenho medo de sofrer.

Aqui onde os dias são mais quentes e os amores mais intensos, as horas se arrastam e a Velha do Méier me espera pra um abraço (?). Pode ser que sim, pode ser que não. Não tenho certeza de nada. Só quero que seja bom e diferente, afinal, como já disse, está tudo tranquilo. E isso não é normal, ao menos pra mim.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Você não é o suficiente.

Escuta ... Talvez você tenha razão
ninguém nunca é bom o suficiente pra mim, não que não seja de fato, eu é que não deixo que seja

Não disse nada antes
porque a decisão só veio agora.
Decidi que não vou
namorar, ou seja lá o que for que nós temos, ou que talvez
tenhamos ...
O fato é que eu não posso
e não quero
ficar com alguém que eu não tenho certeza ... Que eu não sei se quero

Sabe, não quero mais uma aventura
já tive várias, minha cota delas já estourou
Estou farta disso
delas.
Almejo um relacionamento sério, alguém com quem eu possa contar de verdade
e não só para o rala-e-rola

Paremos por aqui,
enquanto ainda é cedo
enquanto o Sol nasce,
enquanto ainda nos gostamos como pessoas, por sermos quem somos
Livremente
sem regras, mágoas e Guerras Frias.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ferrolho..

Arte da carnificina
despregada
De olho
no ferrolho


Eles dão às coisas simples um ar proibído,
como se nada disso fosse permitido
E o pão pisado de cada dia é tenaz
os abraços não satisfazem mais


Querendo morder e fazer dissipar
o estado crítico não se desfaz, o nó está firme em nossas gargantas, como garras. Pensemos juntos, partamos o ferrolho num só empurrão
Abruptas pisadas ressoam forte por todos os cantos, todos estão atônitos e enraivecidos
tomados por absoluta cólera

Trouxeram póuvora e flores... Para quê ?
Não entendo os dias de hoje, o mundo de hoje
Fim dos tempos ? Pode ser

Caímos no sono por tão pouco, deixando escapar momentos insubstituíveis
tudo o que queremos não está mais lá quando buscamos
Só agarramos perdas e danos...

Os momentos marcantes são como fumaça
passam por nossas mãos
Não conseguimos agarrá-los... Estes não, eles sempre saem flutuando

Mas um dia... Um dia conseguiremos. Batalhamos por isso, vivemos para isso... Em busca de coisas que não podemos, que não conseguimos pegar
Procurando, básicamente, por achados perdidos

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Coisas de Amor.

Odeio essa vida
tão nova
entretanto repleta de sofrimento, tanta preocupação.
Guardo grande dor no coração

Ao ouví-la falar daquilo
com relação àquela pessoa...
Desnorteou-me
o coração parou
o corpo gelou
a respiração falhou

Eu não queria ser eu
naquele momento...
Eu não queria saber ler
também não queria poder enxergar
Eu queria não mais sentir
isso daqui

Andando por qualquer lugar
a ponto de chorar
pensei que não queria mais lhe falar,
pensei em te odiar
por me remeter palavras simples
que me encheram de angústia
pensei em me odiar
por te ouvir e não mandar calar

Não aguentei ficar no quarto,
tão friamente silencioso e escuro,
para continuar a escrever
Coisas de Amor.
Que irônico,
de Amor (!)
deveriam ser coisas de Horror.

Não aguentei ficar no quarto
acuada,
pensando em você,
chorando
até o amanhecer.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Guria Carioca de Sotaque Gaúcho -q

Adormecí pensando.
Pensando nela
E sonhei com ela
ouvi o sotaque dela
É do sul
não obstante, é do Rio de Janeiro

Conforme os dias passam,
com minuciosa jactância,
a imagem e o sotaque dela
só prevalecem,
Inicialmente, como massinha de modelar

Se a vida
de massinha de modelar fosse feita,
como seria a minha,
seria melhor ?

Se a vida
de massinha de modelar fosse feita,
teria eu,
metade da metade da metade da capacidade necessária para moldar e aperceber
Essa guria ?

Talvez o sotaque não fosse o mesmo.
Minha fissura seria
Essa ainda assim ?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Errante

Sou regida pela liberdade
de expressão
Tendo ou não capacitação

Meu eu
que não sou eu
Mas que está presente
n'algum ponto, n'algum momento

Meu eu
que é.
Ele está amarfanhado dentro de mim
Talvez não haja fim

O que estou esperando ?
Um milagre ? Uma atitude inesperada ?
O que ?
Esperar não vale nada,
esperar é para os frascos - e comprimidos -,
Esperar para que, se para quase todo mundo
o negócio é falar mal e pôr pra "foder" ?
Esperar não.
Esperar não fez de mim melhor,
esperar não me trouxe nada do que eu queria de volta
e também não curou dores
retorcidas

Falou Drummond,
"A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos"
Que assim seja.

Então tomo o caminho que me conduz
para a verdade errante,
o caminho pelo qual sempre estive à procura
Ele me levará até ela
Ou quem sabe, até a outra metade do caminho

Errado seria ficar à espera
de algo que não chega nunca
que não se pronuncia.
Não digo que seja errado ser errante
talvez eu diga que seja apenas atraente e distante.