"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

I am not but I am

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil

quarta-feira, 23 de junho de 2010

I wanna do

Às altas horas tenho sede, mas não só... Tenho sede, desejo insano e imprudente.
Não quero nada pela metade, jamais quis... Quero a metade do copo cheia. Transbordando em seu meio.
Te quero mais que a mim, mais do que poderia-me permitir querer. Te quero com pressa, sem fôlego, te quero pra agora e quero muito. Quero você, apenas você, quero urgentemente.
PORRA, não consigo expressar com palavras a urgência imediata desse desejo sem rosto, sem nome... É um desejo forte e latente, à flor da pele. Desejo mal e inevitável.


Eu sinto.






"I wanna do bad things with you."
(Jace Everett)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Monte de Merda


  Divisões, para que? Dividem-se, dividem-se e dividem-se novamente, e aí subdividem-se, e de novo e de novo... Para que o ser humano cria tantas etapas, tantos critérios, características, grupos, para que denotam tantas disparidades? Por que o ser humano, tão burro e cheio de si, quer a qualquer custo ser o melhor?
  O homem se preocupa demais com coisas supérfluas e materiais, e não dá a menor atenção ao que há de mais importante. De que adianta ter uma excelente escolaridade, um ótimo emprego, um salário estupendo, ser lindo, charmoso e gostoso, enfim, ter uma vida literalmente foda e ser uma pessoa vazia, estúpida, hipócrita? Alguém, pior que pobre, miserável de alma? Completamente desprovido da capacidade de sentir e viver?
  Essas pessoas sabem que são assim? Elas têm ciência de sua incapacidade? De que são vazias e frouxas? Se sabem, como conseguem não ter nojo de si e viver todos os dias como se estivesse tudo bem, tudo maravilhosamente excelente? Como conseguem continuar vivendo suas vidinhas fúteis de maneira ainda leviana?
  Como ser e fazer por fazer, perceber, e não mudar? Como deixar-se afundar na mesma merda dia após dia, noite após noite, ano após ano? O homem é um ser abominável.





"Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio." (Guimarães Rosa - A Terceira Margem do Rio)



 
"There's a haze above my TV
That changes everything I see
And maybe if I continue watching
I'll lose the traits that worry me

Can we fast-forward to go down on me?
Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
And I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here"
(Panic At The Disco - New Perspective)

domingo, 13 de junho de 2010

It's your love

  Como poderia eu dispensar esse sentimento? Mesmo se eu quisesse, seria impossível fazê-lo.
  Como seria viver sem sentí-lo, ignorando-o? Como seria? Nem me lembro mais de como era antes dele. Houve antes? Só lembro dele, da explosão infinita de alegria e ar fresco que me dá. Todo esse Amor... É tudo o que tenho, é tudo o que quero e nada menos.
  E como a vida parece tão mais bela, tão mais vívida e suportável. Incrível como algo pode tornar-se tão importante e maravilhoso a ponto de fazer isso... Provar que tudo é muito mais que o desprezível factual. É meio rídiculo e tosco, e sem sentido, mas não significa que não aconteça. É real.
  É tão real quanto este texto, é tão real quanto este frio fora de hora, quanto este casaco rosa, este esmalte laranja e estes livros e estas fotos... É tão real quanto tudo isto.
  É todo esse Amor grandioso e eloquente.
  Ele é tão grande e magistral que mal cabe dentro de mim, ele praticamente exala, quase sem querer escapa pelos poros e me impregna mais e mais, e aos outros também. Como é lindo! Não imaginas tu como é tamanha fartura de Amor.


  E ele é todo seu. Apenas seu.






"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você." (Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Can you?

I want to say many things but just to want doesn't mean that I can. I know that tomorrow is going to be a different day and I'll be alone, again. Whatever.
What am I feeling now? Why do I feel this? Why?
I'm confused... I don't know.
I'm going to somewhere, wherever, whenever.
If I feel better, if I feel myself... It will be great! So, I'll see everything and I'll feel exactly what it is. Well... I hope this a lot and nobody knows intensity.
I want to know what you think about this, about us. I want to know what you want from me.
Sweetie, can you say all these things to me? Besides, can you show me?

sábado, 29 de maio de 2010

Você as quer?

Se uma eu ganho, outra eu perco, depois perco a que ganhei e não sei se ganho a que havia perdido.
Se não compreende o que digo, então vá embora, não discuta. Apenas vá. Ou fique, fique e faça-me feliz e diga-me o que tens para dizer. E se diz que daria-me o céu, as estrelas e a Lua, não poderia eu acreditar, sei que o céu não passa de uma promessa em meio a tantas outras, que também jamais foram cumpridas, mas vai saber... O tempo passa e eu já não sou a mesma há muito. Onde foi que me perdi?
Não há dúvida de que perdi a que havia ganhado, mas e a que eu havia perdido?
Eu tenho pressa... Eu tenho pressa não sei de que, mas eu tenho e preciso saciar. E essas palavras descabidas que não fazem sentido algum, o que faço delas? Alguém as quer?
Você as quer?

Escrevo sem saber o que. Minhas próprias promessas quebro-as eu mesma, sem ajuda, sem descaso... Continuo não dizendo nada que seja funcional e tampouco irreal.



"Maybe I was stupid for telling you goodbye
Maybe I was wrong for tryin' to pick a fight"
(Kelly Clarkson - My Life Would Suck Without You)

domingo, 23 de maio de 2010

I'm a realist I'm a romantic I'm an indecisive piece of shit

Aqui vai um ridículo desabafo da minha vergonhosa e indigna vida pessoal "amorosa".



Alejandro Sanz:
Ay payita mía
Guárdate la poesía
Guárdate la alegría pa'ti


Shakira:
No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tampoco te pido que vuelvas rogando perdón
Si lloras con dos ojos secos
Y hablando de ella

Shakira:
Ay amor me duele tanto

Alejandro Sanz:
Me duele tanto

Shakira:
Que te fueras sin decir a donde
Ay amor, fue una tortura perderte

Alejandro Sanz:
Yo se que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor


Shakira:
No solo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo.


Alejandro Sanz:
Solo de errores se aprende
Y hoy se que es tuyo mi corazón


Shakira:
Mejor te guardas todo eso
A otro perro con ese hueso
Y nos decimos adiós

Shakira:
No puedo pedir que el invierno perdone a un rosal
No puedo pedir a los olmos que entreguen peras
No puedo pedirle lo eterno a un simple mortal
Y andar arrojando a los cerdos miles de perlas


Alejandro Sanz:
Ay amor me duele tanto
Me duele tanto
Que no creas más en mis promesas

(Sharika - La Toruta)




Ya sé que no vendrás
Todo lo que fue
El tiempo lo dejó atrás

Sé que no regresarás
Lo que nos pasó
No repetirá jamás.
Mil años no me alcanzarán
Para borrarte y olvidar.
Y ahora estoy aquí
Queriendo convertir
Los campos en ciudad
Mezclando el cielo con el mar

Sé que te dejé escapar
Sé que te perdí
Nada podrá ser igual.

Mil años pueden alcanzar
Para que puedas perdonar

Estoy aquí queriéndote,
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender

Estoy enloqueciéndome
Cambiándome un pie por la cara mía
esta noche por el día
que nada le puedo yo hacer

Las cartas que escrebí
Nunca las envié
No quierás saber de mí.

No puedo entender
Lo tonta que fui
Es cuestión de tiempo y fe.
(Shakira - Estoy Aquí)




Remember all the things we wanted
Now all our memories, they're haunted
We were always meant to say goodbye

(Kelly Clarkson - Already Gone)




Estou mal e me sentindo uma estúpida, em suma, estou com nojo da minha pessoa, por ser tão otária e inúmeros motivos mais. Enfim. O que quero dizer, é que, por conta do estado débil e tosco em que me encontro não escreverei mais, esse é meu último post; não sei quando voltarei a mim, não sei quando minha inexistente capacidade de manter relacionamentos - etc - florescerá, se ela florescer, como disse ontem "capacidade inata do ser humano de se pôr a perder, incrível", tão incrível que nem eu consigo crer convicta nessa suprema incapacidade.
Bem, quero evitar escrever mais uma nevasca de textos nefastos, amargurados, tristes, que provavelmente me deixarão ainda mais nesse estado letárgico; também não sei se tenho como me pôr a perder mais, mas antes que me arrependa disso também... É.
Não quero mais lembrar de perfuma nenhum, de boca alguma, olhos, voz... Nada. Quero esquecer tudo, quero esquecer o que eu sinto e o que eu estava disposta a fazer, a sentir. Quero esquecer que essa coisa de gostar é real, pra mim não o é, afinal, não dá certo... Aliás, sequer chega a um ponto em que possa dar certo, nem isso. É ridículo. É vergonhoso. Não nasci pra isso. Não nasci pra gostar de nada nem ninguém. Nasci pra não ter sentimentos, eles são o pior mal que existe... Nada me fode tanto quanto/como.
Como a vida é irônica, a minha que o diga.



Até um dia aí, adeus.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Certezas Imutáveis.

Lindo, lindo! Lindo demais!
Piruetas, pulos, e mais piruetas, sorrisos, maquiagem, roupas, sapatilhas, grampos, espelho, cabelos, perfume, pressa, nervosismo, correria, alegria. Apenas uma hora e meia ... Aplausos.
Corrí, sorrí, pulei, ajudei, segurei, falei, beijei, chorei, contei, me emocionei, suspirei.
Estava em todos os cantos, poderia ser tantas quantas quisesse.


Que será, que será?
Seria de mim?


Não faz sentido. Mas talvez não tenha de fazer... Não sei, também não sei se gostaria de saber. Para quê? Para que querer ter certeza de algo indesejável, desagradável? Doideira... Ou seria bom senso? Sei lá!
Só quero praia com tempo nublado, esticar uma canga na areia e esticar-me por cima, e relaxar, e conversar, e esquecer do resto, esquecer de tudo. Nada mais existe, entende? Não há o que existir além.


Tempo frio que enregela meus pés, que faz-me arrepiar.
De repente perdi o ponto de vista. Do que estava falando? O que estava pensando? O que foi que eu imaginei? Ah, meu bem, se fode aí.

Vou sonhar com perfume, pulos e correria. Não sei de nada. Ok, eu sei de quase tudo... Mas saber não é o suficiente, não é mesmo. Sei lá! Sei lá!
Dessa vida devassa tenho três certezas imutáveis: do ontem, de que vou morrer e de que não sou homem. Mas até a última é meio duvidosa... AHAHAH.




"Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
(Raul Seixas - Metamorfose Ambulante)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Altera?


Quando nada vai bem, nada vai bem?
A dor dói de verdade?
É verossímil? Ou é fictícia?

Agora, antes, depois.
A ordem dos fatores não altera o produto. Será?
O que será, que será?
Seria de mim?




"'saudações a quem tem coragem'
aos que tão aqui pra qualquer viagem
não fique esperando a vida passar tão rápido
a felicidade é um estado imaginário"
(Barão Vermelho - Pense e Dance)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Não...

Não sinta
Não fale
Não olhe,
Não veja.
Não ouça
Não se permita
Não pense,
Não idealize.
Não arrisque
Não comece
Não vá para além da esquina.

Corra
Fuja
Esconda-se
Termine
Proíba a si
Cale-se
Afaste-se,
Desista.

A vida é uma tristeza...
O mundo é só pobreza
Manter a alegria não é moleza
Nada é pura beleza.

domingo, 16 de maio de 2010

Saia

Não interessa. Leve daqui suas decisões sem método. Suma com elas e, se for preciso, vá junto.
Foda-se. Já me comprometi demais, foda-se.

Como antes, magoou-me, e se não pode controlar situações, não pode fazer isso.
Não pode me amar. Eu não deixo, eu não quero. Eu te proíbo disso.
Deixe-me, vá embora.
Não te desafio a me amar e não quero que o faça por nada.

Apenas deixe-me em paz, saia da minha cabeça, da minha mente, e sobretudo, saia do meu coração.
E não volte nunca mais. Nunca mais, não ouse.
De qualquer forma, jamais ousou mesmo.

domingo, 9 de maio de 2010

Incompreenda

"Lá se foi ela, dobrou a esquina e não quis mais saber
Sucumbiu-se dos desagravos e perdeu-se por algum canto.
Não mais a viram desde então,
foi-se arredar sem coração às sombras de pestilentas solidões
Sumindo por prazer.


Histórias são histórias, contos são contos e nada menos...
E nada menos impróprio e improdutivo que viver destes,
arrojar-se a nada
tentar catar migalhas em invernos tempestuosos
E pedir perdão agourento..


Mas ela uma vez, tarde ou cedo, teria de voltar
teria de reafirmar-se ao cós arruinado.
Precisava dela como precisava do ar, da mesma maneira como precisava inconcebivelmente daquela outra vida, daquele conjunto de moléculas tão absurdamente íntimo...
Sentia-se desnorteada pela ilógica previsível daquela outra vida tão próxima a sua


Aproximou-se novamente e, recompondo os estilhaços de seu coração vadio, passeou deliciada pelos contornos da bela criatura.
Apertou-lhe a mão e sorriu calorosamente,
como se mais nada importasse
como se não houvesse nada além..."

- De que falavas?
- Nada... Nada de que eu possa explicitar a vós. Deixais assim, deixais subentendido.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Me beije.

Quando estiver longe, não desfaçamo-nos. Já sabíamos que as flores um dia caem, murcham, secam. Nós já sabíamos.
Ei, desate a falar, quero ouvir o som da sua voz, quero que diga baixinho ao meu ouvido. Diga... E quero que repita tantas vezes quanto for necessário, quanto for possível. Olhe para mim, estou exigindo. Não entenda-me mal, mas estou exigindo tudo de ti. Qualquer coisa e até a menor de todas elas. Quero por inteiro, não por um quarto ou dois, nem por três quartos, quero cem, quero por mil, quero muitos, quero por inteiro. Não entenda-me mal. Não estou tão bem como gostaria. Mas isso também não importa.

Nós sabíamos há tempos que seria escasso, mas mesmo na escassez podemos fazer algo, podemos sim. Basta querer. Diga-me quando quiser. Diga-me.
Diga-me quando estiver realmente disposta a dar-me plena atenção, quando estiver disposta a ter a minha companhia, friso-lhe, minha companhia. E nada menos.

Me lembre como quer, que quer. Mostre-me, diga-me. Me beije.





"Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.

Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
Deixa
O que seja ser"
(Marisa Monte - Beija Eu)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sinta!

 E para quê? E para que tantas perguntas? E para que criastes tantas dúvidas? Não há de que correr, o que temer. Pare com esse seu drama mal-vivido...

 Não vejo problemas, tirando os que você mesma gera, não vejo. Pare com isso, está perdendo seu tempo tentando tomar decisões simples como se fossem pútridos problemas. Irrita ouvir qualquer coisa com base em "racionalidade", "atitudes corretas" e "escolhas certas". O que é o certo, afinal? O que é o certo para um, não é necessariamente o certo para outro, então como me explica isso? A escolha certa sempre será a errada, e vice-versa. É tudo questão de ponto de vista. Aposto que nem eu e nem você sabemos o que é o certo nisso tudo, e talvez nunca saibamos. Não vamos continuar andando em círculos, não vamos desperdiçar... Dane-se, dane-se a dúvida quanto aos outros 99, não se arrependa de algo que não fez. Deixe acontecer, pare com isso, caso contrário, perderá muito mais do que pensa ter - ou não ter -. Que seja... Não seja mais tão paranóica, relaxa.
 Não desconsidere o que lhe foi dito n'outros dias... Não, nada disso. Só peço que pare de bancar a idiota. E que pare de ignorar. E, talvez, de virar a cara. Aliás, devo dizer, eu era mais feliz antes de saber diretamente que essas coisas aconteciam, logicamente que eu já sabia, mas... Sei lá, não sei dizer, talvez nem importe a você saber. Enfim.

 Já disse que simplesmente aceitar por não haver opção é uma imensa besteira? Já disse que sempre há alternativa? Pois então, estou dizendo.

 E se for abraçar algo que não quer, se for fazê-lo por "falta de opção", então faça, mas saiba que em algum ponto irás arrepender-te amargamente. É como aquele ditado "Quem não arrisca, não petisca", e se não petisca, não sabe como é, não sabe o sabor. E se não sabe que gosto tem, pois nunca experimentou, logo não sabe de nada. Então, por que não pesticar? Por que não viver? Por quê? Cade a sua coragem? Cade a sua vontade de viver? Cade tuas palavras, aquelas com as quais tu me dissestes cumprir?
 E eu que já ia perguntar se você também não quer me ver. Não me conhece mesmo, então desconsidere isso... Isso sim... Se assim achar melhor. E se assim quiser entender... Entenda, apenas não me engane novamente. Prefiro a pior verdade, por mais torturante e esmagadora que seja.

 Digo mais, discordo, mas nem que a vaca tussa e cuspa. Não concordo.


 Alguém que lida tão bem com números... Como não sabe lidar com isso? Só sabe mexer com números e fórmulas... Situações prontas, previstas.
 E as surpresas e dúvidas de que tanto gosta, onde ficam agora?

 Não estou dizendo que é para desistir, apenas para não pensar.
 Pense, só não pense da maneira como costuma fazê-lo.
 Neste caso, e repito, neste caso, sinta mais e pense menos.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Certeza


Eu sei que muitas das coisas que eu te digo, eu já disse antes, tantas outras vezes, para tantas outras pessoas. Mas não significa que tenha o mesmo sentimento, a mesma intensidade.
Com você é diferente. É tão natural, acontece acontecendo, sem empurrões.
Poderia eu, passar o ano inteiro aqui, aqui ou aí, contigo, apenas proferindo estas palavras, contando-lhe estes pensamentos, simplórios ou não. Mas a verdade é que... Bem, ela está guardada em mim. E mais que a verdade, a certeza, tenho-a comigo. Pode ser mesmo que esta dure apenas pelo momento em que se tem, mas talvez não, a minha eu corrego ainda, desde aquele dia... Dia 15? Bem, desde então ela está comigo.
Essa certeza, certeza certa que me fisgou... Isso não me havia ocorrido. Pior que não. Sempre sentí medo e vontade de fugir, de afastar, não conseguia demonstrar o que me era pedido, às vezes eu até queria, mas nada conseguia. Nada. Já contigo é diferente, já disse isso. Eu não só quero muitíssimo demonstrar e tê-la por perto - todo o tempo -, como também não preciso me fazer ser como gostaria de ser contigo, simplesmente sou, não me forço a agir como poderia lhe ou me convir, tampouco ajo por agir, o faço espontaneamente. É natural... Mas talvez não esteja me fazendo entender, é natural e não o é. Digo, não o é, pois não sou dessa maneira, geralmente, e o é, pois é a parte de mim que não mostro, que não consigo mostrar para os outros. E você... Ah, você me deixa tão feliz, nem sempre me sinto à vontade, mas sinto-me extremamente bem e... Enfim.
Ah sim, dia 15. É, lembro-me bem. Estava num ônibus, subindo a Serra... E então antes que me ligasse, pensei em você e viajei completamente, viajei para muito além de onde me encontrava. E me veio uma coisa gostosa... Uma sensação... Sim, me veio um sentimento fresco por dentro, subindo, e ele estava claramente vivo, tão vivo... Nossa, não há descrição para tal. No exato momento tive certeza de que sabia do que se tratava e fiquei maravilhada, pois nunca havia acontecido tal coisa comigo. Por mais que eu estivesse pensando em você, esse sentimento vivo poderia provir de qualquer outra coisa... Mas não... Eu soube o que era, eu tive certeza. Tive certeza da certeza que me havia alcançado. Pois sim, ela que me alcançou, não o contrário, não estava à procura dela. Não desta vez. E aí, bem, aconteceu. Por isso, ou quase, torno a dizer que não sei se as certezas duram apenas pelo momento em que são tidas, mas esta, esta que eu tive e que tenho, ela ainda está aqui, não dissipou. Mas também não tenho certeza de todas as certezas, no entanto, sei que há exceções, podem ser tais como eu e você, ou como esta certeza que nos acerca... Pudera!
Talvez você não dê a menor bola para isto também, ou talvez se faça por desentendida. Mas e daí? Não lhe pedi nada, sequer esperei que o visse, que o lesse. E mais, que sentisse.
Mas ouça-me, por mais que sejas paranóica ao cubo, esperarei. Não esperarei pensando que você o faria também, esperarei pois sinto que é isso o que quero. Não digo que quero esperar, mas sim que te quero, portanto, farei-o. Mas lembre-se, não esperarei para sempre. Esperarei sim, até onde eu aguentar. Esperarei até não suportar mais a falta do teu toque, do seu sentir.

Por favor, olha-me mais uma vez, uma última vez, antes que vás para longe, para onde não poderás ver-me. Por favor. Não. Não. Mais que isso, não te vás. Fique e me abrace, fique comigo, para todo o sempre ou pelo tempo suficiente até que se torne louvavelmente inesquecível.





"Baby I would climb the Andes solely
To count the freckles on your body
Never could imagine there were only
Ten million ways to love somebody"
(Shakira - Whenever, Wherever)

domingo, 25 de abril de 2010

Felicidade...


"Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
 Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria.
 Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.
 Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem.
 E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.
 Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite, até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro e/ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo...

 Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino."



Henfil

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Sal

Digamos que não vai nem vem
E que não fora tão grandioso
ou talvez o fosse, mas também não soubemos
E então o nosso Amor nós transformamos em sal e o jogamos fora,
O disperdiçamos como todo o resto, como se nada fosse, como se de nada valesse...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Me devora


E foram este sorriso, teu sorriso, tua boca rosada e bonita, a boca bonita que eu beijei
e foram estes olhos lindos e penetrantes, esta gargalhada gostosa que tu dás, esta voz doce que tu tens
foram teus pensamentos simples, harmoniosos e inteligentes
Que me prenderam

E foram tuas mãos finas e, aparentemente, delicadas
foram tuas palavras doces, saídas diretamente desta boca bonita
e este teu cheiro sensual que me seduz sempre

Foi o que eu senti, o que eu sinto e o que eu quero sentir.
Eu quero mais, mais, muito mais.
Foi o que você me trouxe, o que me faz sentir
É lindo, é magnífico

Ah, aquela palavra que você soprou no meu ouvido...
Tudo o que tens me chama, me prende,
Me devora.

domingo, 18 de abril de 2010

Flor

A flor ressuscitou,
subnutrida dos orvalhos ressecados
Encontrou-se perdida naquele vazio espaço ocupado por si
Vaga de ideias, de sensações exasperadas
limitou-se a nada e tremeu-se por dentro
ao perceber-se abandonada de alguém

Pensou não estar só,
por uns instantes,
Engano.
Não havia ninguém acompanhando-a por aquela passagem.

Curvou-se lentamente e tocou a terra fresca na qual estava assentada
sentiu solidão e esperança
mas disse a si mesma que continuasse firme,
pois haveria outros dias como este e ela teria de suportar
mesmo que não quisesse, mesmo que fosse duramente difícil
Mesmo que ninguém jamais viesse lhe dar a mão para que pudesse se levantar,
retirar suas raízes daquela terra fria e deserta.

domingo, 11 de abril de 2010

Agora ela sabe

Tomou-lhe o queixo pelas mãos e disse-lhe palavras carinhosas, convincentes,
palavras cativas
Entoou a voz mezzo-soprano e continuou a destrinçar-se
derramando-se por cima daquela garota

Tanto faz
Tanto fez
Garotas tolas que caem em contos toscos e infantis.
Tanto faz

Agora ela sabe como dizer não
agora..

domingo, 4 de abril de 2010

E se

Desejo um dia semear
isso o que eu sinto
Por ti
Por aí

Desejo poder mostrar livremente
algo lindo e decente

Eu sei, eu sinto
é isso, eu sei que é

Eu amo você,
eu amo você mais que 'cê' imagina
mais que você a mim.
Amo você mais que a nós duas

Quero espalhar por aí
esse Amor lindo e maravilhoso.
Vou espalhar pedaços de mim por aí

Vou me espalhar
Por você
vou semear paixões transitórias
e Amores de tirar o ar,
desses que marcam com sua essência assimilar

E se meu ar não entra para os pulmões, é porque te perdi e não sei viver sem você
não sei mais não,
não lembro como era d'antes de você
E se meu ar não entra para os pulmões, é porque não tem nada além desse Amor
que me faça semear-me n'outros campos
é porque não vejo nada além de você.



- Poema escrito ao som de Marisa Monte - Pelo Tempo Que Durar.