Exagerado - Agenor de Miranda Araújo Neto
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Eu nunca mais vou respirar
Se você não me notar
Eu posso até morrer de fome
Se você não me amar
Por você eu largo tudo
Vou mendigar, roubar, matar
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Exagerado
Jogado aos teus pés
Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado
Que por você eu largo tudo
Carreira, dinheiro, canudo
Até nas coisas mais banais
Pra mim é tudo ou nunca mais
Eterno Cazuza ♥ ,
Porque nós dois compartilhamos das mesmas dores e vivemos de vários amores,
é isso que faz da vida nossa graça e desgraça
para sempre perdidos pelas tentações e consternações
descabidas, meras e sem valor
na tentiva de nos agarrarmos a um pedacinho disso que chamam de história, disso que chamam de vida
Nós dois não sabemos o que queremos ao certo, também não temos juízo
mas cabe a nós saber disso, e ao contrário do que pensam nós dois ainda sabemos o que não queremos
Da nossa vida a gente faz poesia, a gente brinca, brilha, energiza e Ama,
essa gente careta e covarde deveria seguir nosso exemplo e fazer assim,
simples e incorreto, com destreza e Amor.
Vivemos a vida, pois ela é para ser vivida e não para ser deixada de lado, dissipando-se
Somos Amor e dor, mas mais Amor do que dor e até mais do que Amor, também somos libertinos e auto-destrutivos
o resto é resto, são os escombros de nossas indas e vindas
mas sabemos o que é o Amor e não afivelamo-nos a ele por simples diversão... Tá, um lazer de vez em quando até que é satisfatório, mas em poucas vezes saímos vitoriosos, são poucas as vezes em que não nos arromba a cabeça e o coração.
Cazuza e eu, a metade de um d'outro. Convictos de nossas delegações, de nossos amores e arrastões, de nossas poesias sem rosto... Sem desuso proposital, sabemos de onde veio o que para qual, e continuamos a nos perder por aí, continuamos a fazer promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom, continuamos a esconder-lhes a verdade para que não sejam abatidos pela solidão, continuamos a confundir coxas, continuamos a vagar na Lua deserta das pedras do Arpoador, continuamos a dizer "alô" aos nossos inimigos e a encontrar abrigo no peito de nossos traidores, continuamos a viver num clip sem nexo pierrô-retrocesso meio bossa nova e rock 'n' roll,
pois faz parte do nosso show.
Vivemos um dia após o outro, pelas drogas do coditiano, pelas soluções sem ano, todo dia nossa insônia nos convence que o céu faz tudo ficar infinito... Todos os dias do meio fim de nossas vidas nós desejamos vigorosamente pro dia nascer feliz, o mundo inteiro acordar e a gente dormir, para que o dia nasça feliz,
ah, essa é a vida que a gente sempre quis, o mundo inteiro acordar e a gente dormir, mas não é só isso, é sempre mais,
todo dia é dia tudo em nome do Amor, essa é a vida que nós quisemos, procurando vaga uma hora aqui, outra ali, no vai-e-vem dos quadris... Pro dia nascer feliz,
nadamos contra a corrente só pra exercitar... Não, porque também gostamos e porque também adoramos dizer-lhes segredos de liquidificador.
Continuo dizendo ao pé de teu ouvido, Cazuza meu amor, somos tu e eu nessa vida, nesse alvorecer dos avessos ♥ .
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)
I am not but I am
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Fugindo...
Fugimos do que nos afronta...
Fugimos do que é diferente
Fugimos do que gostamos
Fugimos de tudo, até de nós mesmos
de nossas sombras
Por que fugimos tanto ?
Por que tentamos fugir do que não se pode fugir ?
Por que somos tão teimosos e lerdos ?
Como não conseguimos distinguir um caminho de outro
o pior do menos pior ?
Por que sempre temos desejo pelo pior, pelo caminho mais espinhoso ?
Não sei que porra é essa
que a gente tem
e que me atravessa,
Mas não quero isso pra mim
e nem para aquela que o quer para si e até para mim
Não sabe nada
nada, nada, nada
Pensa estar fazendo o melhor
Melhor ? Melhor pra quem ? Que melhor ?
Não tem melhor nisso... Ela sabe
Mas tá... Se queres assim
então assim será
Não corro por ti mais, foda-se
Vou me perder para sempre nesse buraco negro do mundo
e esquecer de você... Disso aqui
Fugimos do que é diferente
Fugimos do que gostamos
Fugimos de tudo, até de nós mesmos
de nossas sombras
Por que fugimos tanto ?
Por que tentamos fugir do que não se pode fugir ?
Por que somos tão teimosos e lerdos ?
Como não conseguimos distinguir um caminho de outro
o pior do menos pior ?
Por que sempre temos desejo pelo pior, pelo caminho mais espinhoso ?
Não sei que porra é essa
que a gente tem
e que me atravessa,
Mas não quero isso pra mim
e nem para aquela que o quer para si e até para mim
Não sabe nada
nada, nada, nada
Pensa estar fazendo o melhor
Melhor ? Melhor pra quem ? Que melhor ?
Não tem melhor nisso... Ela sabe
Mas tá... Se queres assim
então assim será
Não corro por ti mais, foda-se
Vou me perder para sempre nesse buraco negro do mundo
e esquecer de você... Disso aqui
sábado, 13 de fevereiro de 2010
Não sei.
Não entendo tanta coisa. Porque essas coisas têm mania de se camuflar ? Por que é tão difícil de entender ? Quero saber o porque dessa tristeza profunda e apática, o porque dessa mania devassa e estúpida de afastar quem se importa, quem quer fazer valer a pena. Quero conversar sobre isso, especular, mas não dá. De que adianta eu falar e falar se ninguém entende ? De que adianta, se eu não sei como falar e os outros não sabem como ouvir ?
Tudo se torce e retorce e não há nada que eu possa fazer para que isso mude, não há nada, jamais houve... Já nem sei direito o que foi que me fez ficar assim, é tanta coisa que me assola se assomando, que não faço ideia de qual delas me faz pifar dessa maneira. Todas têm culpa, todas fizeram-me mal, mas não sei qual delas é a pior.
Queria mesmo poder dizer o que é isso, mas não consigo. É difícil... E quando tem alguém realmente disposto a saber é foda, tem vezes que eu acho um absurdo completo tudo o que me aflige e aí eu me fecho ainda mais. Não é nenhum pouco fácil, é enlouquecedor. Tudo isso e muito mais acontece comigo, logo comigo, que já não sou muito certa desde sempre. Logo comigo, que sou extremista.
Talvez seja por isso que eu prefiro me atrelar aos estranhos, eles não questionam nada, não perturbam, não ficam falando sem parar sua ladainha imunda nos meus ouvidos. Eles apenas não se importam e por isso não questionam nada. Mas talvez seja como me disseram, os estranhos questionam sim e na verdade só são de fato estranhos por algumas horas ou dias. Dane-se não tenho contatos constantes mesmo.
Quero sumir. Sumir de verdade, não pegar nada, nem escrever bilhete, apenas partir, já recebi até convite para isso. Não importa o lugar, desde que ninguém saiba, desde que ninguém vá me procurar. Mas aí tenho de voltar à realidade maldita de cada dia. É uma pena que fugir fique apenas na ideia, seria ótimo dar vida à ela.
Não sei, não sei... E quando a tristeza profunda não me consome, continuo confusa, mais confusa que antes. É ininteligível. Droga, me sinto tão... Tão burra, tão estúpida, impotente e débil... Não me acho digna de Amor e de bons tratos, nem de confiança e outras coisas boas. Não sei. Não me digo merecedora de nada, não sou santa, também não fiz por onde mesmo.
Estou escrevendo esse monte de merda nenhuma para que a porra de ninguém leia, de qualquer forma continuo escrevendo loucamente, para que minha mente cesse e me deixe letárgica, mesmo que por algumas horinhas.
Não tendo ninguém que me entenda apenas jogo-me de volta à solidão, para a crueldade de minha mente hiperativa. Adeus.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Posse.
Talvez os dias fossem duradouros
dormisse eu mais cedo
Talvez assim as semanas deixassem de passar cansativas
A manhã que se propaga tão violentamente
tira-me do sossego, arrancando-me de minha bolha
estourando-a descuidada.
Já não sei como vim parar aqui
de tanto que corri por dentre as árvores
sem desalento, com desespero
O estranho íntimo que me está a cercar
assusta-me ao mesmo tempo que me faz adorá-lo
É estranho como a si mesmo e gostoso.
Há tanta admiração e entusiasmo,
que mal posso descrever ou demonstrar
de minha parte há cautela imoderada
Aos pouquinhos vão-se sobressaindo
como num desabrochar.
Aos pouquinhos...
Vou tomando posse
daquilo que não me pertence e que não deveria pertencer...
Ou talvez deva sim, assim o ser
Deva ser minha, como eu dela.
Assim tem-se duas metades de um todo,
fundidas pelo acaso...
unidas por desacato, pela parte de uns e outros.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Tangente
Pessoas em nossas vidas que se vão, às vezes tão rápido quanto se vêm
algumas ficam, cismam em não partir e se grudam a nós, às nossas ideias, aderem nosso estilo de vida...
Primeiro estranha-se, depois estranha-se também. O que muda ?
Tem gente vindo e tem gente partindo
Vindo pra ficar de vez ou pra causar transtorno
Partindo nossos corações ou indo embora, simplesmente
com ou sem explicação
Dá-nos baque surdo
estridente e estrondoso.
Não importa quem está vindo e indo sem parar
não importa o motivo da partida destas
elas são apenas sombras
elas são apenas como o vento, não demoram a desaparecer pra longe, pra além da esquina mais distante.
Importa quem fica, quem mexe, quem está aí dando sem se preocupar em receber
Minha contradição me complica e me afeta
espera-se que um dia ela esteja apta
a descomplicar minha complicação e a tornar ainda mais simples o modo como vejo o que não se pode ver
que seja possível também não falar mais oco
gritar sem mais esforço
e não pensar pouco
A simplicidade do momento me atinge e me desdobra
para que se possa fazer mais, para que se possa corres atrás
do que corre demais
do que corre pra trás, fugindo de nós, correndo pr'um buraco fundo e buliçoso
cada vez mais sem escapatória
sem nem conseguir sair pela "tangente"
algumas ficam, cismam em não partir e se grudam a nós, às nossas ideias, aderem nosso estilo de vida...
Primeiro estranha-se, depois estranha-se também. O que muda ?
Tem gente vindo e tem gente partindo
Vindo pra ficar de vez ou pra causar transtorno
Partindo nossos corações ou indo embora, simplesmente
com ou sem explicação
Dá-nos baque surdo
estridente e estrondoso.
Não importa quem está vindo e indo sem parar
não importa o motivo da partida destas
elas são apenas sombras
elas são apenas como o vento, não demoram a desaparecer pra longe, pra além da esquina mais distante.
Importa quem fica, quem mexe, quem está aí dando sem se preocupar em receber
Minha contradição me complica e me afeta
espera-se que um dia ela esteja apta
a descomplicar minha complicação e a tornar ainda mais simples o modo como vejo o que não se pode ver
que seja possível também não falar mais oco
gritar sem mais esforço
e não pensar pouco
A simplicidade do momento me atinge e me desdobra
para que se possa fazer mais, para que se possa corres atrás
do que corre demais
do que corre pra trás, fugindo de nós, correndo pr'um buraco fundo e buliçoso
cada vez mais sem escapatória
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
De Você.
É que eu tô com vontade de você
isso não vai cessar até que
eu possua seu ser
Alternativa ?
Não estou pagando sugestão,
mas ouvir uma nova opinião
seria "bão".
Alternativa, nem tô pedindo
nem tô querendo
Mas vou tecendo... Aqui e ali
Não tem cu com as calças nas minhas palavras, nos meus pensamentos e talvez nos sentimentos
mas eu não disse nada que tinha, nem que terá...
Apesar de que, o tempo passa e certos costumes enjoam
Enjoei de mim ?
Não liga, não
é que são 3:20 da manhã
E eu ainda tô com sede de você
isso não vai cessar até que
eu possua seu ser
Alternativa ?
Não estou pagando sugestão,
mas ouvir uma nova opinião
seria "bão".
Alternativa, nem tô pedindo
nem tô querendo
Mas vou tecendo... Aqui e ali
Não tem cu com as calças nas minhas palavras, nos meus pensamentos e talvez nos sentimentos
mas eu não disse nada que tinha, nem que terá...
Apesar de que, o tempo passa e certos costumes enjoam
Enjoei de mim ?
Não liga, não
é que são 3:20 da manhã
E eu ainda tô com sede de você
Velha do Méier
Vim aqui novamente para dizer palavras incoerentes e nocivas, palavras que ferem meu ego... Ou não. Não, na verdade dessa vez elas não ferem meu ego, não são nocivas ou coisa que o valha, talvez incoerentes... Provavelmente. Dessa vez está tudo tranquilo e isso é tão fora do meu normal que eu até estranho.
Ainda me pergunto por que foi que eu demorei pra fazer isso, sabe, ela estava lá o tempo todo. Mas... Tudo no seu tempo... Será ? Não sei, não faz muito meu gosto pensar dessa forma.
Talvez eu realmente goste da incerteza e da imparcialidade da vida... Talvez... Talvez, por mais que me doa, eu ainda esteja esperando por surpresas, por coisas que não se pronunciam, talvez seja o melhor, mas vai saber... É tudo muito incerto e eu tenho medo de sofrer.
Aqui onde os dias são mais quentes e os amores mais intensos, as horas se arrastam e a Velha do Méier me espera pra um abraço (?). Pode ser que sim, pode ser que não. Não tenho certeza de nada. Só quero que seja bom e diferente, afinal, como já disse, está tudo tranquilo. E isso não é normal, ao menos pra mim.
Ainda me pergunto por que foi que eu demorei pra fazer isso, sabe, ela estava lá o tempo todo. Mas... Tudo no seu tempo... Será ? Não sei, não faz muito meu gosto pensar dessa forma.
Talvez eu realmente goste da incerteza e da imparcialidade da vida... Talvez... Talvez, por mais que me doa, eu ainda esteja esperando por surpresas, por coisas que não se pronunciam, talvez seja o melhor, mas vai saber... É tudo muito incerto e eu tenho medo de sofrer.
Aqui onde os dias são mais quentes e os amores mais intensos, as horas se arrastam e a Velha do Méier me espera pra um abraço (?). Pode ser que sim, pode ser que não. Não tenho certeza de nada. Só quero que seja bom e diferente, afinal, como já disse, está tudo tranquilo. E isso não é normal, ao menos pra mim.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Você não é o suficiente.
Escuta ... Talvez você tenha razão
ninguém nunca é bom o suficiente pra mim, não que não seja de fato, eu é que não deixo que seja
Não disse nada antes
porque a decisão só veio agora.
Decidi que não vou
namorar, ou seja lá o que for que nós temos, ou que talvez
tenhamos ...
O fato é que eu não posso
e não quero
ficar com alguém que eu não tenho certeza ... Que eu não sei se quero
Sabe, não quero mais uma aventura
já tive várias, minha cota delas já estourou
Estou farta disso
delas.
Almejo um relacionamento sério, alguém com quem eu possa contar de verdade
e não só para o rala-e-rola
Paremos por aqui,
enquanto ainda é cedo
enquanto o Sol nasce,
enquanto ainda nos gostamos como pessoas, por sermos quem somos
Livremente
sem regras, mágoas e Guerras Frias.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Ferrolho..
Arte da carnificina
despregada
De olho
no ferrolho
Eles dão às coisas simples um ar proibído,
como se nada disso fosse permitido
E o pão pisado de cada dia é tenaz
os abraços não satisfazem mais
Querendo morder e fazer dissipar
o estado crítico não se desfaz, o nó está firme em nossas gargantas, como garras. Pensemos juntos, partamos o ferrolho num só empurrão
Abruptas pisadas ressoam forte por todos os cantos, todos estão atônitos e enraivecidos
tomados por absoluta cólera
Trouxeram póuvora e flores... Para quê ?
Não entendo os dias de hoje, o mundo de hoje
Fim dos tempos ? Pode ser
Caímos no sono por tão pouco, deixando escapar momentos insubstituíveis
tudo o que queremos não está mais lá quando buscamos
Só agarramos perdas e danos...
Os momentos marcantes são como fumaça
passam por nossas mãos
Não conseguimos agarrá-los... Estes não, eles sempre saem flutuando
Mas um dia... Um dia conseguiremos. Batalhamos por isso, vivemos para isso... Em busca de coisas que não podemos, que não conseguimos pegar
Procurando, básicamente, por achados perdidos
despregada
De olho
no ferrolho
Eles dão às coisas simples um ar proibído,
como se nada disso fosse permitido
E o pão pisado de cada dia é tenaz
os abraços não satisfazem mais
Querendo morder e fazer dissipar
o estado crítico não se desfaz, o nó está firme em nossas gargantas, como garras. Pensemos juntos, partamos o ferrolho num só empurrão
Abruptas pisadas ressoam forte por todos os cantos, todos estão atônitos e enraivecidos
tomados por absoluta cólera
Trouxeram póuvora e flores... Para quê ?
Não entendo os dias de hoje, o mundo de hoje
Fim dos tempos ? Pode ser
Caímos no sono por tão pouco, deixando escapar momentos insubstituíveis
tudo o que queremos não está mais lá quando buscamos
Só agarramos perdas e danos...
Os momentos marcantes são como fumaça
passam por nossas mãos
Não conseguimos agarrá-los... Estes não, eles sempre saem flutuando
Mas um dia... Um dia conseguiremos. Batalhamos por isso, vivemos para isso... Em busca de coisas que não podemos, que não conseguimos pegar
Procurando, básicamente, por achados perdidos
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Coisas de Amor.
Odeio essa vida
tão nova
entretanto repleta de sofrimento, tanta preocupação.
Guardo grande dor no coração
Ao ouví-la falar daquilo
com relação àquela pessoa...
Desnorteou-me
o coração parou
o corpo gelou
a respiração falhou
Eu não queria ser eu
naquele momento...
Eu não queria saber ler
também não queria poder enxergar
Eu queria não mais sentir
isso daqui
Andando por qualquer lugar
a ponto de chorar
pensei que não queria mais lhe falar,
pensei em te odiar
por me remeter palavras simples
que me encheram de angústia
pensei em me odiar
por te ouvir e não mandar calar
Não aguentei ficar no quarto,
tão friamente silencioso e escuro,
para continuar a escrever
Coisas de Amor.
Que irônico,
de Amor (!)
deveriam ser coisas de Horror.
Não aguentei ficar no quarto
acuada,
pensando em você,
chorando
até o amanhecer.
tão nova
entretanto repleta de sofrimento, tanta preocupação.
Guardo grande dor no coração
Ao ouví-la falar daquilo
com relação àquela pessoa...
Desnorteou-me
o coração parou
o corpo gelou
a respiração falhou
Eu não queria ser eu
naquele momento...
Eu não queria saber ler
também não queria poder enxergar
Eu queria não mais sentir
isso daqui
Andando por qualquer lugar
a ponto de chorar
pensei que não queria mais lhe falar,
pensei em te odiar
por me remeter palavras simples
que me encheram de angústia
pensei em me odiar
por te ouvir e não mandar calar
Não aguentei ficar no quarto,
tão friamente silencioso e escuro,
para continuar a escrever
Coisas de Amor.
Que irônico,
de Amor (!)
Não aguentei ficar no quarto
acuada,
pensando em você,
chorando
até o amanhecer.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Guria Carioca de Sotaque Gaúcho -q
Adormecí pensando.
Pensando nela
E sonhei com ela
ouvi o sotaque dela
É do sul
não obstante, é do Rio de Janeiro
Conforme os dias passam,
com minuciosa jactância,
a imagem e o sotaque dela
só prevalecem,
Inicialmente, como massinha de modelar
Se a vida
de massinha de modelar fosse feita,
como seria a minha,
seria melhor ?
Se a vida
de massinha de modelar fosse feita,
teria eu,
metade da metade da metade da capacidade necessária para moldar e aperceber
Essa guria ?
Talvez o sotaque não fosse o mesmo.
Minha fissura seria
Essa ainda assim ?
Pensando nela
E sonhei com ela
ouvi o sotaque dela
É do sul
não obstante, é do Rio de Janeiro
Conforme os dias passam,
com minuciosa jactância,
a imagem e o sotaque dela
só prevalecem,
Inicialmente, como massinha de modelar
Se a vida
de massinha de modelar fosse feita,
como seria a minha,
seria melhor ?
Se a vida
de massinha de modelar fosse feita,
teria eu,
metade da metade da metade da capacidade necessária para moldar e aperceber
Essa guria ?
Talvez o sotaque não fosse o mesmo.
Minha fissura seria
Essa ainda assim ?
domingo, 24 de janeiro de 2010
Errante
Sou regida pela liberdade
de expressão
Tendo ou não capacitação
Meu eu
que não sou eu
Mas que está presente
n'algum ponto, n'algum momento
Meu eu
que é.
Ele está amarfanhado dentro de mim
Talvez não haja fim
O que estou esperando ?
Um milagre ? Uma atitude inesperada ?
O que ?
Esperar não vale nada,
esperar é para os frascos - e comprimidos -,
Esperar para que, se para quase todo mundo
o negócio é falar mal e pôr pra "foder" ?
Esperar não.
Esperar não fez de mim melhor,
esperar não me trouxe nada do que eu queria de volta
e também não curou dores
retorcidas
Falou Drummond,
"A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos"
Que assim seja.
Então tomo o caminho que me conduz
para a verdade errante,
o caminho pelo qual sempre estive à procura
Ele me levará até ela
Ou quem sabe, até a outra metade do caminho
Errado seria ficar à espera
de algo que não chega nunca
que não se pronuncia.
Não digo que seja errado ser errante
talvez eu diga que seja apenas atraente e distante.
de expressão
Tendo ou não capacitação
Meu eu
que não sou eu
Mas que está presente
n'algum ponto, n'algum momento
Meu eu
que é.
Ele está amarfanhado dentro de mim
Talvez não haja fim
O que estou esperando ?
Um milagre ? Uma atitude inesperada ?
O que ?
Esperar não vale nada,
esperar é para os fra
Esperar para que, se para quase todo mundo
o negócio é falar mal e pôr pra "foder" ?
Esperar não.
Esperar não fez de mim melhor,
esperar não me trouxe nada do que eu queria de volta
e também não curou dores
retorcidas
Falou Drummond,
"A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos"
Que assim seja.
Então tomo o caminho que me conduz
para a verdade errante,
o caminho pelo qual sempre estive à procura
Ele me levará até ela
Ou quem sabe, até a outra metade do caminho
Errado seria ficar à espera
de algo que não chega nunca
que não se pronuncia.
Não digo que seja errado ser errante
talvez eu diga que seja apenas atraente e distante.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Fica comigo...
Não saberei como teria sido, só poderei degustar de meus pensamentos que vão até lá, que me dão um pouco do que não tenho. Talvez pensem que seja uma ação inglória, infrutífera e até venenosa, mas não importa. Sem ela nada importa... Talvez quando ela voltar eu já esteja n'outro lugar, talvez eu já esteja divagando por outros becos, sem vida e sem fome d'ela e eu.
Daí que quando tornarmos a trocar palavras, não direi nada infame, mas também não prometo balbuciar sílabas com indícios de Amor e nem gestos carinhosos. Também não prometo não surtar na presença dela, querendo-a ou não de volta. Não prometo nada ao nocivo roçar de peles ao acaso...
Não prometo nada a quem me fere.
Prometo a mim não prometer nada a ela. Prometo a mim não fantasiar falsas conversas voluptuosas.
Prometo a mim que... Não me prometo nada. Na hora é tudo incerto, lascivo e capcioso... É na hora, que as coisas acontecem, que as palavras se desprendem das bocas e deslizam para a brevidade do momento.
Fica comigo ?
Daí que quando tornarmos a trocar palavras, não direi nada infame, mas também não prometo balbuciar sílabas com indícios de Amor e nem gestos carinhosos. Também não prometo não surtar na presença dela, querendo-a ou não de volta. Não prometo nada ao nocivo roçar de peles ao acaso...
Não prometo nada a quem me fere.
Prometo a mim não prometer nada a ela. Prometo a mim não fantasiar falsas conversas voluptuosas.
Prometo a mim que... Não me prometo nada. Na hora é tudo incerto, lascivo e capcioso... É na hora, que as coisas acontecem, que as palavras se desprendem das bocas e deslizam para a brevidade do momento.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Está lá
Ela está lá
longe ou não
Ela está...
Distante
Lá está ela,
naquela cidade maravilhosa
com tudo o que é dela
E eu estou aqui...
com nada que seja meu
eu não tenho nada, eu não tenho nada
Eu estou aqui,
sem ti e sem meu eu.
Elvis não morreu
mas e eu ?
longe ou não
Ela está...
Distante
Lá está ela,
naquela cidade maravilhosa
com tudo o que é dela
E eu estou aqui...
com nada que seja meu
eu não tenho nada, eu não tenho nada
Eu estou aqui,
sem ti e sem meu eu.
Elvis não morreu
mas e eu ?
sábado, 9 de janeiro de 2010
Levou de mim
Um puta muro
uma puta perturbação
esse dedo podre dos infernos que não cai
É essa a falta que a ausência faz ?
É tudo isso, todo esse estrago ?
É devastador
Quem é você ?
O que é você ?
Pra me causar tanta dor
O que você está fazendo
dispensando o meu Amor ?
Esse aqui não é da boca pra fora
não é para enfeitar mais um poema apenas
É o que eu não disse
o que eu continuo querendo esconder
não sei porque
sinto isso por você
Me odeio
tanto, tanto
O que eu estou fazendo aqui ?
Pra que merda sirvo ?
Sem dúvida é para sofrer.
O que eu faço agora ?
Não sei, não sei
Fazer qualquer coisa,
pra que ?
Tudo por estas mãos sai errado
É tudo imoral
são coisas que só faz o mal
Sempre triste e sem ordem
sempre sozinha
sempre na sofreguidão dos dias amargurados
sem ter com quem compartilhar
da mísera alegria à turbulenta e infinita dor
Infelicidade
Só sei que nada sei
além daquilo que admiti no início deste
Só sei que a merda da vida continua...
Ou não.
Você levou tudo de mim
sem pensar,
pior,
sem se importar
mesmo que suas palavras sejam outras
será isso.
O Amor dói
o Amor não vale nada
o Amor é um filho da puta, um bastardinho quebrando seus próprios brinquedos
o Amor é um ladrão, um bandido mascarado e sem piedade
o Amor, dele tenho nojo e medo
Nunca mais lhe piscarei os olhos
Agarro-me à cegueira.
Só sei que está tudo em ruínas,
despedaçado
Adeus...
uma puta perturbação
esse dedo podre dos infernos que não cai
É essa a falta que a ausência faz ?
É tudo isso, todo esse estrago ?
É devastador
Quem é você ?
O que é você ?
Pra me causar tanta dor
O que você está fazendo
dispensando o meu Amor ?
Esse aqui não é da boca pra fora
não é para enfeitar mais um poema apenas
É o que eu não disse
o que eu continuo querendo esconder
não sei porque
sinto isso por você
Me odeio
tanto, tanto
O que eu estou fazendo aqui ?
Pra que merda sirvo ?
Sem dúvida é para sofrer.
O que eu faço agora ?
Não sei, não sei
Fazer qualquer coisa,
pra que ?
Tudo por estas mãos sai errado
É tudo imoral
são coisas que só faz o mal
Sempre triste e sem ordem
sempre sozinha
sempre na sofreguidão dos dias amargurados
sem ter com quem compartilhar
da mísera alegria à turbulenta e infinita dor
Infelicidade
Só sei que nada sei
além daquilo que admiti no início deste
Só sei que a merda da vida continua...
Ou não.
Você levou tudo de mim
sem pensar,
pior,
sem se importar
mesmo que suas palavras sejam outras
será isso.
O Amor dói
o Amor não vale nada
o Amor é um filho da puta, um bastardinho quebrando seus próprios brinquedos
o Amor é um ladrão, um bandido mascarado e sem piedade
o Amor, dele tenho nojo e medo
Nunca mais lhe piscarei os olhos
Agarro-me à cegueira.
Só sei que está tudo em ruínas,
despedaçado
Adeus...
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Elle, que j'adore ♥
Olho para um céu de verão
escuro e sem estrelas,
me sinto entorpecer
penso nela
Isso talvez seja algo que eu não soubesse dizer o que
Isso talvez seja algo que eu tenha medo de nomear
mas por favor, não venha com por quês
não tenho explicações plausíveis a oferecer
elas não iriam, de forma alguma, satisfazer a mim
quem dirá a você
Pensar tanto em bloquear tantos pensamentos
dói a consciência
embrulha o estômago
E nada ajuda
só pensar nela. Em você
que está longe, que parece estar tão perto
que me contradiz com facilidade
que me deixa ainda mais à beira da insanidade
E é por ela que eu faria isso e aquilo outro
é por ela que me desdobro em mil
e mando todos à puta que pariu
Ela me desperta coisas que não sei dizer
coisas que pondo aqui,
apenas brevemente,
faz com que me sinta uma perfeita idiota
sem discernimento e sem escrúpulos
Me sinto tola e impotente
uma perfeita palhaça demente
Continuo aqui,
dizendo coisas sem noção
conforme meu lírico-padrão
porque me faz bem,
porque assim a sinto mais perto de mim
mesmo sabendo que está longe
mesmo estando numa cidade vizinha
mesmo gostanto tanto
e sentindo o calor dos olhares que ainda não pôde me dar
Continuo assim mesmo,
sem pedir e sem esperar
sem pensar inteligível e sem rejeitar
mesmo sentindo repúdio
talvez não seja boa, mas talvez ela continue tendo uma resposta a me dar
Estou boba e premente
permaneço à espera do sim ou do não
do quero ou "desquero"
Tirando estes pensamentos bloqueados
estou feliz e... Bem, muitíssimo boba.
E tem essa coisa que reprimo para não dizer
mas que sinto já saber
escuro e sem estrelas,
me sinto entorpecer
penso nela
Isso talvez seja algo que eu não soubesse dizer o que
Isso talvez seja algo que eu tenha medo de nomear
mas por favor, não venha com por quês
não tenho explicações plausíveis a oferecer
elas não iriam, de forma alguma, satisfazer a mim
quem dirá a você
Pensar tanto em bloquear tantos pensamentos
dói a consciência
embrulha o estômago
E nada ajuda
só pensar nela. Em você
que está longe, que parece estar tão perto
que me contradiz com facilidade
que me deixa ainda mais à beira da insanidade
E é por ela que eu faria isso e aquilo outro
é por ela que me desdobro em mil
e mando todos à puta que pariu
Ela me desperta coisas que não sei dizer
coisas que pondo aqui,
apenas brevemente,
faz com que me sinta uma perfeita idiota
sem discernimento e sem escrúpulos
Me sinto tola e impotente
uma perfeita palhaça demente
Continuo aqui,
dizendo coisas sem noção
conforme meu lírico-padrão
porque me faz bem,
porque assim a sinto mais perto de mim
mesmo sabendo que está longe
mesmo estando numa cidade vizinha
mesmo gostanto tanto
e sentindo o calor dos olhares que ainda não pôde me dar
Continuo assim mesmo,
sem pedir e sem esperar
sem pensar inteligível e sem rejeitar
mesmo sentindo repúdio
talvez não seja boa, mas talvez ela continue tendo uma resposta a me dar
Estou boba e premente
permaneço à espera do sim ou do não
do quero ou "desquero"
Tirando estes pensamentos bloqueados
estou feliz e... Bem, muitíssimo boba.
E tem essa coisa que reprimo para não dizer
Porque
Por que é sempre assim, instável ?
Por que quando alguém toma alguma decisão tudo torna a desmoronar ?
Por que é tão ruim ?
Por que gostar das pessoas causa tanta dor, tanta decepção ?
Por que é tão duro, tão distante ?
Por que é tão difícil e agonizante ?
Por que ela, por que agora ?
Por que a gente é assim ?
Por que esperar o melhor às vezes não é o bastante ?
Por que dá esse vazio, essa sensação angustiante ?
Por que dá essa solidão repentina e febril ?
Why ? Why ? Why ? ...
Por que dói tanto ?
Por que o Amor não é apenas Amor, mas também dor ?
Por que está assim ?
Por que ela ?
Por que ? Por que ?
Porque...
Por que quando alguém toma alguma decisão tudo torna a desmoronar ?
Por que é tão ruim ?
Por que gostar das pessoas causa tanta dor, tanta decepção ?
Por que é tão duro, tão distante ?
Por que é tão difícil e agonizante ?
Por que ela, por que agora ?
Por que a gente é assim ?
Por que esperar o melhor às vezes não é o bastante ?
Por que dá esse vazio, essa sensação angustiante ?
Por que dá essa solidão repentina e febril ?
Why ? Why ? Why ? ...
Por que dói tanto ?
Por que o Amor não é apenas Amor, mas também dor ?
Por que está assim ?
Por que ela ?
Por que ? Por que ?
Porque...
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Someone?
Olá... Tem alguém aí?
Alguém está me ouvindo?
Responda-me.
Onde foi parar aquela sombra,
aquele pedaço de alguma coisa, indistinta porém discreta?
Foi-se embora embargada pelo vento
ou sumiu como o resto,
sem mais nem menos?
Diretamente aturdida por pessoas supérfluas e fúteis
Como evitar que palavras úteis, de valor puro e inestimável não sejam apenas um eco sem atenção?
Falar, falar e falar, para que se faça ouvir
e não para que não possa ser dito que ficara calado
Talvez não adiante de muita coisa
talvez o mundo esteja tão de pernas para o ar,
tão vazio e hipócrita, tão "do avesso"
Talvez nada mais mude... Talvez... Talvez tudo deva seguir apenas este curso de agora em diante
Talvez isso não seja de hoje, nem de ontem
mas de outros séculos
Então não há jeito...
Será?
Por que nada mais parece bom e sustentável?
Os dias são como uma prisão,
estamos presos a eles, não temos como escapar
é enlouquecedor e escuro
está pútrido e insolúvel
Como estar bem ao próximo amanhecer?
Para que ? Estamos ferrados, presos e encalhados
nesse mundo bizarro
nessa vida de merda
Como ter forças para continuar?
Vale a pena ?
Essas nuvens carregadas de pesos sofridos continuam a nos esconder
a nos empurrar para longe
e a nos distanciar cada vez mais uns dos outros
Someone?
Usar alguém... Apenas usar
como todos os outros
Seria má coisa?
Todos os outros o fazem, do que reclamariam?
Não, esqueça,
isso não é para quem é de verdade,
para quem sente de verdade as dores
dos sentimentos aparvalhados e comuns...
Clichês.
Alguém está me ouvindo?
Responda-me.
Onde foi parar aquela sombra,
aquele pedaço de alguma coisa, indistinta porém discreta?
Foi-se embora embargada pelo vento
ou sumiu como o resto,
sem mais nem menos?
Diretamente aturdida por pessoas supérfluas e fúteis
Como evitar que palavras úteis, de valor puro e inestimável não sejam apenas um eco sem atenção?
Falar, falar e falar, para que se faça ouvir
e não para que não possa ser dito que ficara calado
Talvez não adiante de muita coisa
talvez o mundo esteja tão de pernas para o ar,
tão vazio e hipócrita, tão "do avesso"
Talvez nada mais mude... Talvez... Talvez tudo deva seguir apenas este curso de agora em diante
Talvez isso não seja de hoje, nem de ontem
mas de outros séculos
Então não há jeito...
Será?
Por que nada mais parece bom e sustentável?
Os dias são como uma prisão,
estamos presos a eles, não temos como escapar
é enlouquecedor e escuro
está pútrido e insolúvel
Como estar bem ao próximo amanhecer?
Para que ? Estamos ferrados, presos e encalhados
nesse mundo bizarro
nessa vida de merda
Como ter forças para continuar?
Vale a pena ?
Essas nuvens carregadas de pesos sofridos continuam a nos esconder
a nos empurrar para longe
e a nos distanciar cada vez mais uns dos outros
Someone?
Usar alguém... Apenas usar
como todos os outros
Seria má coisa?
Todos os outros o fazem, do que reclamariam?
Não, esqueça,
isso não é para quem é de verdade,
para quem sente de verdade as dores
dos sentimentos aparvalhados e comuns...
Clichês.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Fecha-me
Talvez se abrir não seja a melhor maneira de sermos conhecidos por alguém que gostamos. Sem dúvida isso deve assustar, principalmente quando confidênciamos algo tremendamente anormal - e exacerbando -. É, com toda a certeza, essa não é uma boa maneira de se "mostrar" verdadeiramente, talvez a melhor maneira, ou menos pior - WTF -, seja deixar as coisas acontecerem por si mesmas. Enfim.
A intimidade é uma merda, uma afastadora, uma devastadora de sonhos nítidos e de possibilidades amáveis.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Exterminadores-da-Vida
O Sol brilha para todos.
Muitos desses inglórios seres
não deveriam ter direito nenhum a isso
Muitos desses seres jamais sentiram remorso
jamais tiveram dó, piedade
muitos desses seres repugnantes e semelhantes a nós nunca pensaram no próximo
Quando tudo acabar, como será ?
Será o fim ? Ou será o fim do fim ?
Por que ninguém faz nada ?
De que nos adianta ter presidente ?
Pra que a Bomba-Atômica ? Para que criar algo que se auto intitula como Exterminador-da-Vida ?
É tudo uma covardia,
é insanidade pura
e todos vêem,
mas não têm valentia de se impôr
de levantar a voz
de urrar que há uma oposição
Até quando isso vai durar ?
De que adianta continuar respirando e andando por aí
como se houvesse um novo dia, como se houvesse um amanhã
se, na verdade, nada disso é certo ?
"TUDO é relativo"
exatamente isso.
Tudo muda sempre, a cada segundo
vivemos sob a impermanência das coisas
não é ruim,
é excitante, é inovador
Já que vivemos sob a impermanência das coisas,
para que inserir mais incerteza ?
Tudo muda sempre,
mas quando isso vai parar ?
Quando eles vão tomar vergonha na puta da cara ?
Quando a última árvore for derrubada para fazer mais papel, mais móveis ?
Já temos papéis e móveis aos montes,
para que mais ?
O brilho do Sol
e o frescor da Lua
não deveria privilegiar a todos
a maioria são seres,
não vivem, apenas estão aí
a minoria de nós
é que existe de verdade, é que vive
É a minoria que faz a diferença,
que não engole desavença
É essa minoria que levanta a voz
e vai a luta
que agarra a briga com unhas e dentes
e vai de cabeça erguida
Ainda seremos nós a fazer alguma coisa
de verdadeira importância
porque - no caso do Brasil -, o Lula está aí,
mas NÃO FAZ PORRA NENHUMA.
Muitos desses inglórios seres
não deveriam ter direito nenhum a isso
Muitos desses seres jamais sentiram remorso
jamais tiveram dó, piedade
muitos desses seres repugnantes e semelhantes a nós nunca pensaram no próximo
Quando tudo acabar, como será ?
Será o fim ? Ou será o fim do fim ?
Por que ninguém faz nada ?
De que nos adianta ter presidente ?
Pra que a Bomba-Atômica ? Para que criar algo que se auto intitula como Exterminador-da-Vida ?
É tudo uma covardia,
é insanidade pura
e todos vêem,
mas não têm valentia de se impôr
de levantar a voz
de urrar que há uma oposição
Até quando isso vai durar ?
De que adianta continuar respirando e andando por aí
como se houvesse um novo dia, como se houvesse um amanhã
se, na verdade, nada disso é certo ?
"TUDO é relativo"
exatamente isso.
Tudo muda sempre, a cada segundo
vivemos sob a impermanência das coisas
não é ruim,
é excitante, é inovador
Já que vivemos sob a impermanência das coisas,
para que inserir mais incerteza ?
Tudo muda sempre,
mas quando isso vai parar ?
Quando eles vão tomar vergonha na puta da cara ?
Quando a última árvore for derrubada para fazer mais papel, mais móveis ?
Já temos papéis e móveis aos montes,
para que mais ?
O brilho do Sol
e o frescor da Lua
não deveria privilegiar a todos
a maioria são seres,
não vivem, apenas estão aí
a minoria de nós
é que existe de verdade, é que vive
É a minoria que faz a diferença,
que não engole desavença
É essa minoria que levanta a voz
e vai a luta
que agarra a briga com unhas e dentes
e vai de cabeça erguida
Ainda seremos nós a fazer alguma coisa
de verdadeira importância
porque - no caso do Brasil -, o Lula está aí,
mas NÃO FAZ PORRA NENHUMA.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Borboletas
Friozinho gostoso na barriga
como borboletas a voar
Suspiros taciturnos
quase irreparáveis, não fosse pelo movimento dos lábios
Simultaneamente aprecio e falo.
Falo sem parar e ponho-me a pensar
Onde deveria eu estar ?
Com quem ?
Ao lado dela ?
Ou fugindo de qualquer coisa com indícios de paixão arrebatadora ?
Não, claro que não
fugir nada resolve
fugir só faria aproximar-me
mais e mais
Quero.
Quero muito
Intensamente
Será que é sempre assim que o Amor chega ?
De mansinho,
leve e indulgente
Ou avassaladoramente ?
Dominando quem o tem, quem o sente
sem deixar frestas para um mínimo de razão
sem deixar que haja ponderação
O Amor,
digno e verdadeiro
talvez seja algo que eu também procuro há tempos
O Amor,
este talvez queira me surpreender agora
Aceito de bom grado.
Admiro mais uma vez
a Lua tão grandiosa e apaixonante
admiro-a hoje e sempre
em busca de fatos engavetados
visando refletir, clarear os pensamentos confusos
falando a si,
que um dia talvez o Amor que procuramos esteja tão perto que nós nem nos daremos ao luxo de piscar-lhe
com receio de que este seja apenas mais um amor,
sem relevância, sem importância
amor frívolo, leviano
Que seja.
Dou-lhe um lírio.
Um.
Sinto tamanha alegria e entusiasmo
Nada pode abalar esse momento,
nada e nem ninguém.
Beijo-lhe a face branca e macia
sinto que é
Sinto que
Ah, as borboletas
imagine se elas falassem...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Inopinada
A porta está trancada
e lá ela está
lá dentro
Sozinha e calada
Como sempre...
Não é uma moradia,
mas um coração, uma mente
Eu vi, eu senti
que assim o é.
Está trancada nela mesma
por ela mesma
O mais árduo é a interação,
mantê-la é trabalhoso
mas cada esforço é compensado
Ela é tão, tão linda por dentro quanto por fora
mesmo com suas curvas bem torneadas
mesmo com suas panturrilhas inomináveis
mesmo com seu queixo estupefaciente
Seria como a Lua,
linda, luminosa e inatingível ?
Mas seu olhar é tristonho
como d'uma criança.
Infere-me melancolia...
Tudo o que nela não se vê
é encatador e excitante
Pergunto-me por que
E como toda pergunta vaga
sei que não terei resposta alguma...
Será que limita-se a dias subversivos e noites esparsas ?
Tão quieta
Tão distante
Fatalmente intimidador.
Perco-me. Ainda.
Não existe maneira ou circunstância
de "versificá-la"
Contudo, de três coisas não há dúvida:
É encantadora,
irresistível
e voluptuosa.
e lá ela está
lá dentro
Sozinha e calada
Como sempre...
Não é uma moradia,
mas um coração, uma mente
Eu vi, eu senti
que assim o é.
Está trancada nela mesma
por ela mesma
O mais árduo é a interação,
mantê-la é trabalhoso
mas cada esforço é compensado
Ela é tão, tão linda por dentro quanto por fora
mesmo com suas curvas bem torneadas
mesmo com suas panturrilhas inomináveis
mesmo com seu queixo estupefaciente
Seria como a Lua,
linda, luminosa e inatingível ?
Mas seu olhar é tristonho
como d'uma criança.
Infere-me melancolia...
Tudo o que nela não se vê
é encatador e excitante
Pergunto-me por que
E como toda pergunta vaga
sei que não terei resposta alguma...
Será que limita-se a dias subversivos e noites esparsas ?
Tão quieta
Tão distante
Fatalmente intimidador.
Perco-me. Ainda.
Não existe maneira ou circunstância
de "versificá-la"
Contudo, de três coisas não há dúvida:
É encantadora,
irresistível
e voluptuosa.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Sábado de Sol.. ♪
Sol escaldante
sábado vibrante
mercado.
Mal-estar
calor
suor.
Macarrão duro
molho picante
refrigerante
quarto com ar refrescante.
Tevê
filme do mal
cama sem sal.
Calcinha cor de pele
shortinho preto
sol
sono
dormir
dormir
e dormir.
17:30
18:57
Conversas e mais conversas
8, 28, 28...
Números, pessoas, sei lá.
"O que você está fazendo ?"
"Rauuul" !
Queijo.
Colchão
fronha
travesseiro
e chão.
Limpa e limpa
"Eca, que nojo !"
Frio.
Gato estuprador de almofadas
nojo
calor
suor.
Música
Mcfly
Amy Lee
Fergie
Cine
gostosa
linda
bunda
"Passou"
"Droga !"
Tchau,
solidão.
domingo, 1 de novembro de 2009
tic-tac-tic-tac...
O tempo é importante ? Por isso não queremos perdê-lo...
Por que o tempo é imporante ? Não porque passa rápido, mas sim porque só temos uma vida num determinado corpo. Apenas uma.
Mas talvez o tempo não seja tão importante assim (...). Por que ? Hoje nós estamos aqui, estudando, conversando, sofrendo, tentando ter momentos de felicidade, reprimindo a nós mesmos, vivendo... Por isso (...) não queremos perder tempo com coisas supérfluas. O tempo passa tão rápido. Quando menos esperarmos já não teremos tempo algum, já estaremos velhos e acabados, no bagaço, depois vamos morrer e ninguém lembrará de nós. Mais tarde, ou mesmo ao mesmo tempo, haverá outras pessoas, semelhantes a nós e discutindo os mesmos assuntos, lutando pelas mesmas coisas, pelos mesmos direitos. Por que ? Por que, já que vão morrer e não serão mais lembrados, justamente como os anteriores, como nós ? Aliás, nós sequer fomos os pioneiros, fomos restos, assim como tantos outros. É um ciclo, acontece de novo, de novo, de novo e de novo, sempre e sempre. Não tem fim. Então pra que se preocupar TANTO com o tempo ?
O tempo é tempo, sempre foi, sempre será e ponto.
O tempo é tempo, e é contínuo. Nós jamais saberemos onde/quando começou, ou onde/quando terminará, ele está sempre correndo, sempre. Não saberemos também em qual quando o foi. Onde e quando. Quando, onde ? Qual quando ?
Droga. É tão relativo. Faz sentido e é triste...
Agora pra eu esquecer disso vou ouvir AQUELA música e lembrar DAQUELE lugar.
Por que o tempo é imporante ? Não porque passa rápido, mas sim porque só temos uma vida num determinado corpo. Apenas uma.
Mas talvez o tempo não seja tão importante assim (...). Por que ? Hoje nós estamos aqui, estudando, conversando, sofrendo, tentando ter momentos de felicidade, reprimindo a nós mesmos, vivendo... Por isso (...) não queremos perder tempo com coisas supérfluas. O tempo passa tão rápido. Quando menos esperarmos já não teremos tempo algum, já estaremos velhos e acabados, no bagaço, depois vamos morrer e ninguém lembrará de nós. Mais tarde, ou mesmo ao mesmo tempo, haverá outras pessoas, semelhantes a nós e discutindo os mesmos assuntos, lutando pelas mesmas coisas, pelos mesmos direitos. Por que ? Por que, já que vão morrer e não serão mais lembrados, justamente como os anteriores, como nós ? Aliás, nós sequer fomos os pioneiros, fomos restos, assim como tantos outros. É um ciclo, acontece de novo, de novo, de novo e de novo, sempre e sempre. Não tem fim. Então pra que se preocupar TANTO com o tempo ?
O tempo é tempo, sempre foi, sempre será e ponto.
O tempo é tempo, e é contínuo. Nós jamais saberemos onde/quando começou, ou onde/quando terminará, ele está sempre correndo, sempre. Não saberemos também em qual quando o foi. Onde e quando. Quando, onde ? Qual quando ?
Droga. É tão relativo. Faz sentido e é triste...
Agora pra eu esquecer disso vou ouvir AQUELA música e lembrar DAQUELE lugar.
sábado, 31 de outubro de 2009
My fears
Eu tenho medo. Eu tenho.
Medo não do medo propriamente dito
Medo do pânico, medo do pavor.
Medo por medo é apenas medo,
medo fraco
Medo por pânico é enlouquecedor
Medo do ultrapassado
Medo de não me achar
Medo de não vê-la, de não tocá-la
Medo do que termina sem começar
Medo idiota, bobo e infantil.
Medo, na verdade, do compromisso
Medo infeliz e deprimente de ter que lidar com alguém
mais do que da conta, com calma, com carinho
Todo o tempo.
Medo de mim mesma, do meu eu
egocêntrico, rude, arrogante e péssimamente monstruoso.
Medo de sair da amargura
Medo de ser feliz ?
Maybe.
Medo não do medo propriamente dito
Medo do pânico, medo do pavor.
Medo por medo é apenas medo,
medo fraco
Medo por pânico é enlouquecedor
Medo do ultrapassado
Medo de não me achar
Medo de não vê-la, de não tocá-la
Medo do que termina sem começar
Medo idiota, bobo e infantil.
Medo, na verdade, do compromisso
Medo infeliz e deprimente de ter que lidar com alguém
mais do que da conta, com calma, com carinho
Todo o tempo.
Medo de mim mesma, do meu eu
egocêntrico, rude, arrogante e péssimamente monstruoso.
Medo de sair da amargura
Medo de ser feliz ?
Maybe.
domingo, 25 de outubro de 2009
Falei
Será que somos todos iguais ?
Se o somos, por que tratamos aos nossos semelhantes com indiferença ?
Onde foram os seres humanos de comportamento íntegro ?
Onde estão os revolucionários ? Voltem.
Queria poder dizer que não importa... mas importa sim, importa muito
Na verdade,
desaprendi a lidar com seres humanos...
com seres desumanos já não lido mais
Lado a lado com quem quer algo novo, com quem se preocupa com as mudanças
Não se trata apenas de um indivíduo,
nunca se tratou
Justiça.
O que é ?
Como se faz ?
Pelo o que se faz ?
Justiça justa ? Justiça injusta.
Fugir da cidade grande
onde a violência é inesgotável
e os bons vivem trancafiados, fugindo dos maus
Fugir da cidade grande, não a aguento mais
não suporto mais essa falta de respeito, de consideração.
Chega de tanta gente imunda e desalmada.
Chega de toda essa palhaçada.
Fugir para uma cidade de interior e não mais olhar para trás
não mais voltar
nunca mais
nunca mais
Justiça injusta que nos ofusca
Justiça injusta como quem a usa
E se as coisas não são mais como nos anos 70 e 80 não se amedronte
é a vida,
seguir em frente, sempre
Não me confronte com opiniões ultrapassadas
menos ainda sem saber de nada.
Hoje não te trago mais nada
a não ser desgosto e raiva,
raiva incomum e despropositada
Não sou perfeita, nunca fui e nem quero ser.
Sou defeituosa e imoral
mas e daí ?
Faço da minha vida o que bem entender
afinal, "estou por minha conta e risco"
quando faço algo voam em cima
com qual motivo ?
Me ajudou no óbvio ? Não.
Justiça tão injusta como a vida
que nos dá e que nos tira
que nos traz e que nos leva
Ir-me-ei embora daqui,
ir-me-ei para lá,
para aquele lugar maravilhoso pelo qual sinto amor e saudade
para o qual, não sei porque, sempre esteve ligado a mim
Vou para lá, para onde ela também está
abraçarei-a e cheirarei seu cabelo
E então na nossa vida tudo será lindo e menos injusto
ao menos para nós.
Se o somos, por que tratamos aos nossos semelhantes com indiferença ?
Onde foram os seres humanos de comportamento íntegro ?
Onde estão os revolucionários ? Voltem.
Queria poder dizer que não importa... mas importa sim, importa muito
Na verdade,
desaprendi a lidar com seres humanos...
com seres desumanos já não lido mais
Lado a lado com quem quer algo novo, com quem se preocupa com as mudanças
Não se trata apenas de um indivíduo,
nunca se tratou
Justiça.
O que é ?
Como se faz ?
Pelo o que se faz ?
Justiça justa ? Justiça injusta.
Fugir da cidade grande
onde a violência é inesgotável
e os bons vivem trancafiados, fugindo dos maus
Fugir da cidade grande, não a aguento mais
não suporto mais essa falta de respeito, de consideração.
Chega de tanta gente imunda e desalmada.
Chega de toda essa palhaçada.
Fugir para uma cidade de interior e não mais olhar para trás
não mais voltar
nunca mais
nunca mais
Justiça injusta que nos ofusca
Justiça injusta como quem a usa
E se as coisas não são mais como nos anos 70 e 80 não se amedronte
é a vida,
seguir em frente, sempre
Não me confronte com opiniões ultrapassadas
menos ainda sem saber de nada.
Hoje não te trago mais nada
a não ser desgosto e raiva,
raiva incomum e despropositada
Não sou perfeita, nunca fui e nem quero ser.
Sou defeituosa e imoral
mas e daí ?
Faço da minha vida o que bem entender
afinal, "estou por minha conta e risco"
quando faço algo voam em cima
com qual motivo ?
Me ajudou no óbvio ? Não.
Justiça tão injusta como a vida
que nos dá e que nos tira
que nos traz e que nos leva
Ir-me-ei embora daqui,
ir-me-ei para lá,
para aquele lugar maravilhoso pelo qual sinto amor e saudade
para o qual, não sei porque, sempre esteve ligado a mim
Vou para lá, para onde ela também está
abraçarei-a e cheirarei seu cabelo
E então na nossa vida tudo será lindo e menos injusto
ao menos para nós.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Não Concordo.

Se eu sou ?
Se sou o que ? Quem ?
Eu...
Sou,
não sou,
sei lá.
Nem sei se ainda sou eu
não sei se a vida vale ser vivida
só sei que é demasiado sofrida
Não concordo com esse desamor
Não concordo com os hipócritas que infestam nossa sociedade
Não concordo com a fome, a miséria e a violência.
Não, nós em momento algum teremos total paz
mas lutaremos mesmo assim !
E de toda essa merda, de todo esse lixo que é a cidade onde moramos, de toda essa podridão que é o nosso país, faremos o verdadeiro inferno
poremos para fora toda a nossa fúria,
protestaremos até que não haja mais luz
até que não tenhamos mais pés para caminhar, ou voz para bradar
Não concordo com a suprema falta de afeto, de carinho e Amor
Aliás, tudo isso me leva a desacreditar no Amor
queria também, poder desacreditar no amor banal, no amor sem sal,
amor carnal
O que se vê é um monte de gente se prendendo a alguém que não está nem aí, por mais que já tenha dito alguma coisa bonitinha, ou que tenha demonstrado algo dizendo qualquer coisa para se desculpar, com medo de magoar, mas é só isso e nada mais, não tem depois
e nem além, essa gente é que fantasia a possibilidade e vive dela, como se fosse, n'algum ponto da vida se tornar realidade.
Não tampe suas orelhas,
Não feche seus olhos,
E crucialmente, não cale sua boca
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Loucura Racional

Rosas pretas
Girassóis laranjas
e Lírios azuis
Girassóis laranjas
e Lírios azuis
Por que o mundo tem sabor de alcaçuz (...) ?
Por onde andam as elegantes mademoiselles com suas chiques luvas de película ?
Onde está a luxúria divina dos "tempos do cólera" ?
Mesmo sem honrarias ou pódio de chegada
canto e danço desvairada,
escrevo a ti e escrevo a mim amordaçada por opção própria
No caminho sem término que leva a destruição das intrigas alheias
Rogo-me perdão por tortuante depredação
findado o perdão, tiro minhas meias e jogo-as às alcoviteiras.
Onde está a luxúria divina dos "tempos do cólera" ?
Mesmo sem honrarias ou pódio de chegada
canto e danço desvairada,
escrevo a ti e escrevo a mim amordaçada por opção própria
No caminho sem término que leva a destruição das intrigas alheias
Rogo-me perdão por tortuante depredação
findado o perdão, tiro minhas meias e jogo-as às alcoviteiras.
Olho teu olho
Beijo tua boca
Respiro teu cheiro
Suspiro a tua ausência
Apaixono-me por teu sotaque mineiro
Sonho desordeiro.
Fico às levas de sonhos acordados
olhos abertos, mente fechada
numa coisa só ligada
Cadê a chave ?
Dou a partida e corro até onde está
Doravante será diferente,
intrigas e fofocas para trás, não as carrego mais.
Para trás também deixo a cruz, caída aos pés de quem as quis carregar
má sorte, bom azar
deus lhe pague.
Choro minguado, não o prendo mais, não o tenho.
Tristeza solitária e repentina, não a quero mais.
Agonia diária. Tchau.
Adeus a toda desgraça perseguidora.
Nem o troco dou ao premiado do ano. Dizendo foda-se e seguindo em frente.
Não faz-se ideia do que de certo acontecerá
arrisco-me ainda assim,
por algo que o valha, por algo que talvez seja irritante
ao pé da letra
ao pé do ouvido
O orvalho destaca-se aos poucos
ouve-se sons roucos.
Amor, Amor, para poucos,
Amor, Amor, para loucos.
Beijo tua boca
Respiro teu cheiro
Suspiro a tua ausência
Apaixono-me por teu sotaque mineiro
Sonho desordeiro.
Fico às levas de sonhos acordados
olhos abertos, mente fechada
numa coisa só ligada
Cadê a chave ?
Dou a partida e corro até onde está
Doravante será diferente,
intrigas e fofocas para trás, não as carrego mais.
Para trás também deixo a cruz, caída aos pés de quem as quis carregar
má sorte, bom azar
deus lhe pague.
Choro minguado, não o prendo mais, não o tenho.
Tristeza solitária e repentina, não a quero mais.
Agonia diária. Tchau.
Adeus a toda desgraça perseguidora.
Nem o troco dou ao premiado do ano. Dizendo foda-se e seguindo em frente.
Não faz-se ideia do que de certo acontecerá
arrisco-me ainda assim,
por algo que o valha, por algo que talvez seja irritante
ao pé da letra
ao pé do ouvido
O orvalho destaca-se aos poucos
ouve-se sons roucos.
Amor, Amor, para poucos,
Amor, Amor, para loucos.
domingo, 18 de outubro de 2009
Sensações Transluzidas.
Tudo são cores
Tudo são flores
Flores frágeis e arrojadas, de pétalas desbotadas e deturpadas
de cores quentes ou frias,
manchadas de tinta ou apenas por si mesmas borradas
Um abraço apertado para cada sorriso inflamado
e por cada sorriso inflamado um enamorado fracassado.
Uma Lua aconchegante e eternamente brilhante,
deita com carinho os arroubos dos amores amantes e os embala, como uma mãe de "primeira viagem" embala seu filho,
põe para ninar também, os sonhos triunfantes,
outros estafantes e até ludibriantes
E é tudo tão frio e distante, nada é certo, nada está no lugar correto
Então inspiro fundo e jogo-me ao relento, sem medo e sem piedade de mim
jogo-me com tudo, sem olhar para o oco da podridão alheia
da sociedade imunda que nos bloqueia.
Não quero ver o oco sujo e intolerável,
quero ver o farto e invejável.
Mas aí já não está mais escuro,
É tudo bem mais claro e caloroso
não há nada úmido e tampouco frio.
Aquelas vozes irritantes estão distantes e caladas. Sumiram.
Agora, o que o coração sussura é tão real quanto os contatos físicos
tão desejável, tão palpável quanto. Tão bom.
E é confuso, mas adorável.
Novamente o céu abre-se num largo sorriso
fresco e vivo
Sorrio devolta e lembro daquela canção,
lembro-me daquele lugar maravilhoso
e de seu cheiro saudoso,
por conseguinte penso naquele nome que está preso a minha boca, aos meus sonhos
que se está agarrado as minhas palavras lascívas e também as dengosas
Mariana, minha teimosa ♥
Tudo são flores
Flores frágeis e arrojadas, de pétalas desbotadas e deturpadas
de cores quentes ou frias,
manchadas de tinta ou apenas por si mesmas borradas
Um abraço apertado para cada sorriso inflamado
e por cada sorriso inflamado um enamorado fracassado.
Uma Lua aconchegante e eternamente brilhante,
deita com carinho os arroubos dos amores amantes e os embala, como uma mãe de "primeira viagem" embala seu filho,
põe para ninar também, os sonhos triunfantes,
outros estafantes e até ludibriantes
E é tudo tão frio e distante, nada é certo, nada está no lugar correto
Então inspiro fundo e jogo-me ao relento, sem medo e sem piedade de mim
jogo-me com tudo, sem olhar para o oco da podridão alheia
da sociedade imunda que nos bloqueia.
Não quero ver o oco sujo e intolerável,
quero ver o farto e invejável.
Mas aí já não está mais escuro,
É tudo bem mais claro e caloroso
não há nada úmido e tampouco frio.
Aquelas vozes irritantes estão distantes e caladas. Sumiram.
Agora, o que o coração sussura é tão real quanto os contatos físicos
tão desejável, tão palpável quanto. Tão bom.
E é confuso, mas adorável.
Novamente o céu abre-se num largo sorriso
fresco e vivo
Sorrio devolta e lembro daquela canção,
lembro-me daquele lugar maravilhoso
e de seu cheiro saudoso,
por conseguinte penso naquele nome que está preso a minha boca, aos meus sonhos
que se está agarrado as minhas palavras lascívas e também as dengosas
Mariana, minha teimosa ♥
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