a você, em quem estive pensando hoje de manhã, enquanto caminhava sob um sol morno que me lembrou você pela tua gana de se fazer presente de se agitar de queimar com ardor.
você, que me estendeu as duas mãos em momentos muito marcantes e em outros, também. que me fez surpresa no meu aniversário de 2014 – macarronada de uma massa em formato de concha ao molho branco com queijo e brócolis e outros segredos e algumas cervejas; era o nosso segundo mês em casa, nossa casa; e a gente se cuidava se protegia era bem bonita, a nossa amizade – e que, antes disso, bondosa e gratuitamente me acolheu na própria toca quando eu estava tendo novamente problemas em casa, e que também me ajudou muito numa determinada relação tóxica. enfim, muitas forças você me deu.
e este ser, é humano. erra-se pra acertar, erra-se por errar. uma hora feridas surgem. e hoje eu percebi que não sinto mais rancor raiva dor tristeza pelo o que se quebrou – era muito bela mesmo, nossa amizade com tons bem ao nosso elemento. hoje voltou a estar tudo bem (da minha parte) com relação às tuas verdades ao teu jeito torto bruto pesado impetuoso espontâneo por vezes ingênuo.
ímpar.
hoje eu desejo muito que estivéssemos nos cuidando ainda com justiça com cumplicidade com afeto com amor. pra mim, não faz mais sentido continuar erguendo muros de ódios e silêncios. gostaria muito que nossa amizade pudesse achar algum caminho redentor. mas não depende só de mim.
sou inenarravelmente grata por tudo de bom e terno que brotou no nosso jardim.
à satanariana empoderada e empoderadora que uns dias eu conheci.
"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...
Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)
I am not but I am
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
domingo, 17 de setembro de 2017
cuidado com o vão
O que seria de tu, se não fosse tocada pela miséria da alma
das disforias da psique
dos tormentos de não se diluir,
de não se esquecer (de si)
Da tua sombra eu vislumbro
a ferida aberta
E vazia de si, ela goteja
em cova rasa e descampada
Um borrão em andamento
Cai o espelho da persona,
Eu despedaçado.
A podridão e a beleza de ser
o que se é
e do que não se é também.
há-angústia-entre-nós.
Tropeço na morbidez do eu sozinho
Onde o surto da ausência regurgita por atenção
Por detrás da porta, a ausência insone que sufoca
Incessantemente, perpassa umbrais que adentram incômodos
com delírios do leviano.
das disforias da psique
dos tormentos de não se diluir,
de não se esquecer (de si)
Da tua sombra eu vislumbro
a ferida aberta
E vazia de si, ela goteja
em cova rasa e descampada
Um borrão em andamento
Cai o espelho da persona,
Eu despedaçado.
A podridão e a beleza de ser
o que se é
e do que não se é também.
há-angústia-entre-nós.
Tropeço na morbidez do eu sozinho
Onde o surto da ausência regurgita por atenção
Por detrás da porta, a ausência insone que sufoca
Incessantemente, perpassa umbrais que adentram incômodos
com delírios do leviano.
20/07/2016
terça-feira, 8 de agosto de 2017
sexta-feira, 10 de março de 2017
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu
Te encontro, com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu
https://m.youtube.com/watch?v=7Ezs2oSkSZw
quarta-feira, 1 de março de 2017
primeiro de março
seria mara-mara-mara-maravilhoso se fosse permitido botar no curriculum vitae que um dos meus talentos consiste exatamente em
olhar sem ver
fingir olhar sem ver
fingir não sentir sentindo cada contraponto cada batimento
fingir não estar fingindo quando tudo o que faço é fingir que estou presente
presente sem momento
presente fingindo não sentir que sinto quando sinto muito
quando sinto tanto que o toque via sonho é real
é real porque existe
ou porque existiu e agora finge que nada aconteceu
no nada se pode ver tudo
o nada é grande
nada parece tão vazio
nada parece tão vazio
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
de encantos mórbidos
Lá de onde vem o canto da sereia encantada por Caronte,
O barqueiro de Aqueronte,
Ritos de passagem sempre a operar
E diante de Thanatus encena enfim sua última canção
Nas estrofes, apelos sem sorte
"And there's no remedy for memory...
O barqueiro de Aqueronte,
Ritos de passagem sempre a operar
E diante de Thanatus encena enfim sua última canção
Nas estrofes, apelos sem sorte
"And there's no remedy for memory...
Your face is like a melody
It won't leave my head
Your soul is hauting me and telling me
That everything is fine
But I wish I was dead"
sábado, 18 de fevereiro de 2017
de sinceridades
eu não te vi durante o amortecer das últimas noites,
nem nos tangíveis amanheceres mais celetes,
mas creio, e sei por conta disso,
que continuas tão reverberante e macia quanto
d'antes fora
tua fibra minha corda no pescoço
teu repuxar de lábio minha paralisia
a sonoridade da tua risada meu enternecimento
e o mero vislumbre do teu sorriso de boba da corte meu eterno julgamento
te amo como se nunca tivesse respirado num alvorecer
te amo como se jamais tivesse amado mais ninguém
te amo tanto que dói de forma que não sei classificar a ausência de nós
e é água salgada que inunda meu peito e me perde no estreito
nem nos tangíveis amanheceres mais celetes,
mas creio, e sei por conta disso,
que continuas tão reverberante e macia quanto
d'antes fora
tua fibra minha corda no pescoço
teu repuxar de lábio minha paralisia
a sonoridade da tua risada meu enternecimento
e o mero vislumbre do teu sorriso de boba da corte meu eterno julgamento
te amo como se nunca tivesse respirado num alvorecer
te amo como se jamais tivesse amado mais ninguém
te amo tanto que dói de forma que não sei classificar a ausência de nós
e é água salgada que inunda meu peito e me perde no estreito
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Wish me luck
Tudo de que gosto, quando é tocado por este abençoado par de patas que vieram comigo, rapidamente se transforma numa admirável obra-prima cujo principal material atende mundialmente pela alcunha de: merda merde shit bosta.
Para encurtar a tagarelice: imagine-se "vivendo" todos os dias da sua vida, cada esperança, amor, cada momento de terna plenitude, e o maldito conta-gotas de milésimos de segundos marcando, com secura, sempre, a todo e cada micro-instante, o seu fim ad aeternum iminente. Alguma coisa boa acontece, alguém de áurea resplandecente brota — mesmo que do bueiro mais improvável, segundo pré-conceitos alheios que não cabem na crença de quem enxerga as mil e uma belezas do que se é mundano —, logo, paro e penso — na verdade, primeiro sinto e depois o resto: "vai dar bosta".
Comprovado que ainda sou prolixa, agora de forma sucinta, a supracitada epopeia: desde 1992 que o reality show de maior audiência é precisamente um enorme manual de "como arruinar viagens, paisagens e miragens". Vencedoras da saga em questão: I me & myself. Sem pódio de chegada nem beijos de mozão.
Não são palavras de autocomiseração, o que está se passando aqui é nada mais nada menos do que uma masturbação verborrágica escrita da realidade. O maior dom com o qual venho presenteando o universo: uma paródia light, cliché e não misógina de Hank Moody.
Para encurtar a tagarelice: imagine-se "vivendo" todos os dias da sua vida, cada esperança, amor, cada momento de terna plenitude, e o maldito conta-gotas de milésimos de segundos marcando, com secura, sempre, a todo e cada micro-instante, o seu fim ad aeternum iminente. Alguma coisa boa acontece, alguém de áurea resplandecente brota — mesmo que do bueiro mais improvável, segundo pré-conceitos alheios que não cabem na crença de quem enxerga as mil e uma belezas do que se é mundano —, logo, paro e penso — na verdade, primeiro sinto e depois o resto: "vai dar bosta".
Comprovado que ainda sou prolixa, agora de forma sucinta, a supracitada epopeia: desde 1992 que o reality show de maior audiência é precisamente um enorme manual de "como arruinar viagens, paisagens e miragens". Vencedoras da saga em questão: I me & myself. Sem pódio de chegada nem beijos de mozão.
Não são palavras de autocomiseração, o que está se passando aqui é nada mais nada menos do que uma masturbação verborrágica escrita da realidade. O maior dom com o qual venho presenteando o universo: uma paródia light, cliché e não misógina de Hank Moody.
07/02/17
é como caminhar por um corredor escuro. e ninguém te toca — ou talvez toque, mas não fica. deixe ser, deixe ir.
a escuridão chega todos os dias, com a pretensão de se apossar de todos os espaços disponíveis ou não disponíveis. e continua viva uma força mística que labuta com afinco para manter as velas acesas. contudo, sinto dizer que mesmo essa magia se desfaz em meio à ventania. um sopro fugaz, um momento, quiçá um estalo e vemos o movimento sensual das cortinas se embrenhando umas nas outras.
pode ser triste, mas pode ser terrivelmente bom. sentir, não existem palavras para descrever, e sim outras sensações indecifráveis que nos afastam ou aproximam da coisa em si.
gostaria de conseguir me demonstrar com maior profundidade, não inventada, apenas a real... infelizmente, fazer emergir as profundezas de alguém não é como pegar um pirulito no pacote. mas juro, com toda a beleza que já vi e senti na vida, que crescem lírios em todas as cabeças.
menos nesta aqui, cujos lírios são raspados de tempos em tempos. talvez seja por isso que periodicamente assisto a mim mesma conjurando os mesmos versos de novo e de novo e de novo.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
"blue is the warmest colour" ou cacos ou os (cerca de) 250 dias mais intensos da minha vida
ainda prefiro chutar 01031994 xícaras de porcelana branca e concussionar o quarto artelho direito em todas as 01031994 vezes a assistir ao teu desmoronamento, às tuas recaídas em cima do fio da navalha fina que contempla tua pele feito "Le penseur".
parece que ter razão nunca foi meu forte, de fato, o amor não tem fim. ele permanece, mesmo que cochichando na penumbra que o oculta.
a história pode até ser cíclica, mas esse amor...
parece que ter razão nunca foi meu forte, de fato, o amor não tem fim. ele permanece, mesmo que cochichando na penumbra que o oculta.
a história pode até ser cíclica, mas esse amor...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
não-sei-o-que
me deparei com um meme cujos dizeres eram "me dá um conselho baseado no que você aprendeu esse ano". pense seiscentos ciclos lunares antes de dizer coisas fatais. ou diga sem pensar tantos ciclos lunares, apenas diga. bota pra fora. deixa sair. rala. só não pode ser com dó nem com pesar nem com receio, só um flash.
o flash faz o momento, uma coisa única derramando verdades. se desmanchando no que é. essência.
todos os dias quando o ponteiro marca 16h20 eu alimento a pequena mágoa, que já não é tão pequena assim. que já não passa tão despercebida assim. que já não pode ser camuflada como alguma coisa sobre a qual se diz "tal-coisa-assim". ela possui um volume disforme, um peso e mesmo uma áurea. ela se debruça... tal-coisa-assim, tão aconchegante.
e vem uma previsão climática aparentemente apenas previsão, um chuvisco, quem sabe uma chuvinha leve, nada torrencial. e então a coisa toma proporção de um admirável-mundo-novo cujas não-sabe-se-definir-o-que e sensibilidade são maremotos de encantamento.
chuvas torrenciais de sol em escorpião com ascendente touro e lua em sagitário e vênus em sagitário e marte em câncer e saturno em aquário e.
me leva ô beibe me leva.
o flash faz o momento, uma coisa única derramando verdades. se desmanchando no que é. essência.
todos os dias quando o ponteiro marca 16h20 eu alimento a pequena mágoa, que já não é tão pequena assim. que já não passa tão despercebida assim. que já não pode ser camuflada como alguma coisa sobre a qual se diz "tal-coisa-assim". ela possui um volume disforme, um peso e mesmo uma áurea. ela se debruça... tal-coisa-assim, tão aconchegante.
e vem uma previsão climática aparentemente apenas previsão, um chuvisco, quem sabe uma chuvinha leve, nada torrencial. e então a coisa toma proporção de um admirável-mundo-novo cujas não-sabe-se-definir-o-que e sensibilidade são maremotos de encantamento.
chuvas torrenciais de sol em escorpião com ascendente touro e lua em sagitário e vênus em sagitário e marte em câncer e saturno em aquário e.
me leva ô beibe me leva.
sábado, 26 de novembro de 2016
descrita
tentei apagar as fotos, mas algumas não consegui. então só tentei deixar pra lá (ainda tô tentando), vai que uma hora dá certo, né, a vida tem dessas coisas de doces e travessuras (às vezes boas, às vezes podres, como a maçã insossando na geladeira).
é a segunda noite seguida na qual não vejo a lua. saudade. saudades. saudade? saudades. as maçãs do rosto como que adormecem e latejam. veias quase estourando. a respiração desesperada. pânico?
queria ser forte como minha irmã. será que consigo?
outro dia a gente se vê. ou não. mas provavelmente sim. energias se atraem a todo momento. quem sabe a gente... se a gente... se. fica sempre nisso. de vez em tempos quase quando talvez acontecem ou surgem uns alvoroços, bem vezenquando um fulgor.
pluf, o tempo se esgotou
é a segunda noite seguida na qual não vejo a lua. saudade. saudades. saudade? saudades. as maçãs do rosto como que adormecem e latejam. veias quase estourando. a respiração desesperada. pânico?
queria ser forte como minha irmã. será que consigo?
outro dia a gente se vê. ou não. mas provavelmente sim. energias se atraem a todo momento. quem sabe a gente... se a gente... se. fica sempre nisso. de vez em tempos quase quando talvez acontecem ou surgem uns alvoroços, bem vezenquando um fulgor.
pluf, o tempo se esgotou
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
pretérito
se não te tenho na pele, por outro lado a tenho constantemente nos pensamentos emaranhados. me julgando. me apontando. me culpando. me cuspindo palavras de bigorna.
as cenas de l'amour à vingt ans me parecem pesadamente longínquas, quase que um borrão, como se o tempo estivesse eternamente embriagado, uma explosão de encontros e emoções chapadas feat embaladas por uma onda made the scene, week a week/ day a day, hour a hour/ the gate is straight, deep and wide// break on through the other side/ break on through the other side.
quem disse que a infinitude é uma fenda fisicamente temporal e temporalmente longa?
posso sentir o abismo que se criou em picos tétricos elevadíssimos e com ventanias capazes de nos carregar like a plastic bag drifting through the wind. e o resquício desse vendaval não passa de um beijo mirado na testa, jogado de longe, o beijo da apatia.
"oh, life is bigger
it's bigger than you
and you are not me"
as cenas de l'amour à vingt ans me parecem pesadamente longínquas, quase que um borrão, como se o tempo estivesse eternamente embriagado, uma explosão de encontros e emoções chapadas feat embaladas por uma onda made the scene, week a week/ day a day, hour a hour/ the gate is straight, deep and wide// break on through the other side/ break on through the other side.
quem disse que a infinitude é uma fenda fisicamente temporal e temporalmente longa?
posso sentir o abismo que se criou em picos tétricos elevadíssimos e com ventanias capazes de nos carregar like a plastic bag drifting through the wind. e o resquício desse vendaval não passa de um beijo mirado na testa, jogado de longe, o beijo da apatia.
"oh, life is bigger
it's bigger than you
and you are not me"
terça-feira, 15 de novembro de 2016
roda da fortuna
aqui nesse quarto gélido e cerrado, sentada no tapete, sinto os dedos dos meus pés tão gelados quanto uma cerveja recém-saída da geladeira em pleno inverno. cultivo o que dá pé, e o que não dá pé vou regando pra ver se floresce aos pingos de milagre esperançado.
me assombra essa falsa empatia, esse altruísmo irreal, me corrói essa liberdade utópica, esse amor rancoroso, me afasta essa falta de espaço.
me afasta dessa falta de espaço.
a cabeça virada
o sorriso abrasivo
a mão no ombro
laços comedidos
vivência estagnada
o ápice do brilhantismo da esperança no auge do
eu-sozinha eu-por-mim eu-comigo.
eu consigo.
o eu que prevalece com sombra de dúvida no reflexo do tempo espatifado.
eu-tenho-a-mim. e mais ninguém.
"A solidão é um luxo"
domingo, 25 de setembro de 2016
sem título
procura-se:
|s
|e
|r
|e
|i
|a
saudade
não tem tradução
"It's just the start of the winter
and I'm all alone
and I've got my eye right on you
give me a coin and I'll tale you to the moon
give me a beer and I'll kiss you so foolishly,
like you do when you lie, when you're not in my thoughts,
like you do when you lie and I know it's not my imagination
Loving strangers, loving strangers,
loving strangers, oh..."
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
sem título
Tá certo. Cês que são xs normais e eu é que sou louca. Enquanto cês tão conforme as normas, eu vou atravessando as arestas, rebentando feito tromba-d'água-feat-labareda.
Eu tô sofrendo tanto. Nunca fui tão triste. Por que é que a vida existe?
Eu tô sofrendo tanto. Nunca fui tão triste. Por que é que a vida existe?
terça-feira, 20 de setembro de 2016
o blues de Lorelai
o tempo chora por agora,
seria fruto da tristeza pela nossa desarmonia?
você que é feita de azul,
não me deixou morar nesse azul
nem encontrar minha paz,
você que é azul demais
você que é azul, demais.
seria fruto da tristeza pela nossa desarmonia?
você que é feita de azul,
não me deixou morar nesse azul
nem encontrar minha paz,
você que é azul demais
você que é azul, demais.
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
angústia-de-nove-de-fevereiro-de-dois-mil-e-quatorze
Não sei por quê há sempre uma angústia. Angústia de ser, de amar. Angústia por, de alguma forma, """pertencer""" a uma pessoa que não a si própria, por sentir-se de tal modo interligada a alguém de quem antes jamais se ouvira falar. E é angústia por uma dependência ínfima e mútua que se esvai em cinzas.
angústia-de-quinze-de-setembro-de-dois-mil-e-dezesseis
não sou capaz de impedir o (teu) terremoto. nunca fui.
sinto o chão rangendo e se abrindo sob meus pés desnudos. fendas embrasadas.
o olho do furacão se aproxima, e pré-sinto-o tão voraz quanto as (tuas) marés que me enlevam.
olá, vendaval.
sinto o chão rangendo e se abrindo sob meus pés desnudos. fendas embrasadas.
o olho do furacão se aproxima, e pré-sinto-o tão voraz quanto as (tuas) marés que me enlevam.
olá, vendaval.
domingo, 11 de setembro de 2016
alvoroço labial
As nossas conversas abafadas,
você se derretendo no meu tom
– nosso? teu fim.
Vou captando feito linha-cruzada a tua fragrância power pussy highly sexual
Nossas conversas, palavras bailando
Sarração entre-cílios
que se beijam
você se derretendo no meu tom
– nosso? teu fim.
Vou captando feito linha-cruzada a tua fragrância power pussy highly sexual
Nossas conversas, palavras bailando
Sarração entre-cílios
que se beijam
entre versos
nossos verbos se esfregando
el fuego desperado
– flor
flores na cabeça,
Amor.
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