"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

I am not but I am

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Alguém. Ela. Você.

   É indubitável que quero alguém, mas não "alguém" qualquer um, tanto faz, não, não como se eu fosse me entregar de corpo, mente e alma para a primeira merda que me viesse a aparecer, e sim alguém em específico, de nome bonito, RG, CPF, título de eleitor e os caralhos.
   Essa maneira tão foda-se de ser para tudo, me abriu uma fenda... Por aqui, é, bem aqui... Não, mais pra esquerda. Não, para a minha esquerda... É, agora sim. Essa fenda... Funda e preta, abriu e está finalmente cicatrizando. Nem consigo crer, demorou tanto tempo, mas tenho de acreditar, tenho de acreditar... Tenho e acredito. É.
   Essa fenda maldita sugou tantas coisas, parece um buraco negro, tal sugação imparável, suga e suga, chupa e chupa... Deplorável. Fenda maldita. Mas como disse, ela está cicatrizando agora, desde uns meses para cá. Não aguento mais esperar por ela. Na verdade aguento sim, dizer isso é para expressar a emergência que sinto dela, tão grande e sufocadora. Mas eu aguento, sou forte...
   Espero que essa minha capa não se rasgue, não se esfacele...
   É, quero essa pessoa de que preciso tanto. Ela sabe que preciso, ela sabe que é ela. Ela sabe. Mas ainda lhe devo uma placa. Prometo não fazer promessa de que darei a placa quando for possível, promessas jamais me disseram nada, nada além de mentiras, elas não me supreendem mais desde muitos anos. Enfim. Quero pedir uma coisa, mas me parece meio abusivo, não que seja algo sumamente íntimo, não, não é isso não, mas é que... Sei lá, sou estranha, é, mas ela também sabe disso. Quero pedir "espere por mim", mas me parece um abuso. Soa como um.
   Desculpe, só que eu sinto esse tantão de coisas e, com certa frequência que não conto, me batem esses desesperos gritantes "e se...", "mas...", fico desesperadíssima. Me prego peças o tempo todo, vivo me sabotando, ah, mas você também já sabe disso, você e ela.



"[...] minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti.
Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara."

"Nada de mau me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa."

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A casa

Na minha casa há paredes... Paredes que jamais foram acimentadas, onde batia vento, caia tijolo. Não que os tijolos tenham desistido do suicídio... E não que eles não o tenham feito, todavia... Abandonei o que chamava de "minha casa" por uns tempos e voltei à vida de nômade de antes, jogando-me ferozmente estradas adentro e buscando um sentido definitivo para as incertezas inseguras que atavam-se deliberadamente ao caos de minha vida delinquente e desabençoada.
Voltei à casa vinte e tantos anos mais tarde, podre de rodado e bêbado de solidão. Ser nômade é foda. Ter coração nômade, é foda pra caralho. A casa que antes eu chamava de "minha casa"... Era puro tijolos. Espalhados e espatifados. Em vinte anos muita coisa deve ter ela passado, enxurradas, ventanias, arrombos, etc. Aliás, todas as amarguras que ela supostamente enfrentou, não são diferentes das que passei e das que fiz com que passassem, tirando de estranhos e conhecidos de vista, coisas que não me pertenciam. Tirei mesmo, e daí? Fodi com muita gente, e entenda essa merda como quiser.
A casa não parecia o que um dia foi "minha casa". Transtornado e puto, dei meia-volta e fui embora. Se para sempre, talvez, mas pra sempre é uma expressão muito forte, seria como dizer "e até que a morte os separe", ou "você é a única".
Minha casa nunca foi verdadeiramente minha. Nem meus erros... Nem nada, nem ninguém.

"Com as lágrimas do tempo e a cal do meu dia eu fiz o cimento da minha poesia."
(Vinícius de Moraes)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Preto no Branco IV

Acordou... Não passava d'um sonho ruim, mesmo assim tomou nota daquilo em sua mente. Continuou sentada na cama, sem mexer um fio de cabelo, estava apavorada, tudo fora tão real, como pudera acabar tão rápido? Formulou dezenas e dezenas de hipóteses sobre o que aquele sonho poderia significar, mas nada parecia se encaixar. Faltava algo crucial para seu certo entendimento.


- Manoli? Manoli? - Seu cachorro jamais se demorava quando ela o chamava, por que agora? Liesel levantou-se de súbito e foi procurá-lo. Saiu do quarto aos pulos, calçando seu chinelinho, todas as luzes estavam apagadas. Sim, aquilo era muito estranho. Liesel pôde sentir seu coração acelerar gradativamente, enquanto andava na penumbra à procura de seu cão. Sentia-se estranha não só por todo o ocorrido não ter passado de um sonho e por estar faltando algo importantíssimo para entendê-lo, mas por estar numa casa... Na sua própria casa e ainda assim parecer ser a de um estranho. Sentiu um ardor corroer-lhe por dentro completamente.


Repentinamente as luzes se acenderam. Deparou-se frente à uma coroa de cabelos castanhos e logo apagou novamente.

E o tempo não parou.
O tempo nunca para.




domingo, 18 de julho de 2010

Deite-se

O Sol raiou apagado e frio, remexi na cama bangunçando o lençol, descobrindo meu corpo nu, à procura do teu ao meu lado. Mas você não estava lá. Remexi-me para o outro lado, rodopiei quilômetros sobre a cama e não te encontrei sobre ela, deitada ao meu lado. Donde estás?
Aqui não tem nada... Tem gente, tem pobreza, tem desconfiança e inveja, e não tem mais nada. Não tem mais nada, não tem você, não tem nada.
A Lua veio e trouxe as estrelas, contudo, estas também não entornavam seu brilho. O que falta? Por que está tudo tão... Descompensado?

Por que a linha não traceja mais?

Levantei meu corpo da cama e olhei ao redor do quarto. Nada. Você não estava lá. Tornei a desabar sobre a cama e adormeci triste, não tinha teu corpo ao meu, aquecendo-me, alegrando-me, mantendo-me viva até não poder mais, até que nossa respiração voltasse ao normal... Você não estava lá. Como poderia não estar? Sabes bem que preciso de ti como um drogado necessita de sua droga. Sabes bem.
Eu te amo pra cacete e nada vai mudar isso, nada. Pare de graça e deite-se na cama novamente, bem assim, bem ao meu lado e me digas o que pensas, mesmo que não queira, mesmo que seja contra o teu gosto. Não importa o que seja, vou continuar te amando, mesmo que seja a maior das bobagens, pode me contar, pode se abrir... Assim, abrace-me forte e respire no meu pescoço, e faça com que eu me sinta novamente viva, amada e quente.

É tudo o que eu quero.
Você comigo, vivendo, descobrindo e redescobrindo, mesmo que a cada dia morramos um pouco, mesmo que tenhamos dias cinzas e cheios de porcaria nenhuma. Quero você e só você comigo, errando e aprendendo.
Deite-se e venha me amar. Como só você pode me amar.






"Pardon the way that I stare
There's nothing else to compare
The sight of you leaves me weak
There are no words left to speak
So darling feel like I feel
And I don't have to know if it's real
You're just too good to be true
I can't take my eyes off you

Bada...

I love you baby
And if it's quite all right
I need you baby to warm a lonely night
I love you baby
Trust in me when I say

Oh pretty baby
Don't bring me down, I pray
Oh pretty baby
Now that I've found you stay
So let me love you baby
Let me love you

You're just too good to be true
I can't take my eyes off you
You feel like heaven to touch
I wanna hold you so much
At last love has arrived
And I thank God I'm alive
You're just too good to be true
I can't take my eyes off you"
(Can't Take My Eyes Off You - Andy Williams)


quinta-feira, 15 de julho de 2010

Epígrafe


A verdade é que são todos estranhos. E o que eu sei sobre a verdade? É verdade que a verdade é duvidosa, assim como esta. E aí? O que eu sabia sobre o ocorrido? Os fatos eram os mesmos, e as visões e as concepções é que eram distintas e disformes.
Mas não interessa. Nada disso importa de verdade... É sem importância e tosco e ninguém vai contar nada. E as coisas vão caminhar assim... Vão nadar assim e dessa mesma forma irão afundar.



"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesmo compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê!" (Florbela Espanca)

sexta-feira, 9 de julho de 2010

I don't know why

I didn't like
I don't know why
Deveria ser música
ou uma porção de nada, irrelevante sabe,
Como todo o resto

Ou deveria ser simplesmente o que é
ou então transbordar sendo o que não é
E do que se trata?
Tanto faz

E aquela cegueira, como é?
Ela é o que é
ou é o que não é,
por encher-se do vazio de não ser o que deveria?

Ela não se vai?
Porém, há minutos ou dias,
parecia que já se tinha ido
Por que decidiu de última hora
que não se vai?

A conversa cessa,
A tristeza consome sem dó
visto, apenas com o pouco que lhe fora entregue
E o resto é o resto,
o que importa vai metamorfoseando-se
lentamente, com nenhuma pressa.


terça-feira, 6 de julho de 2010

Our own blindness

I'd like to see you around
and kiss your face
I'd like to feel your heart beating for me
and kill my ignorance

We've found ourselves
and we usually say futures things
but and just but, if these things don't happen
How am I to live without you?

We've found ourselves
and we usually say others things
Just to blind ourselves

Now, we need to confess,
this blindness
is not a good idea.

However we love
this imaginary blindness.



"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara." (José Saramago)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

I wanna do

Às altas horas tenho sede, mas não só... Tenho sede, desejo insano e imprudente.
Não quero nada pela metade, jamais quis... Quero a metade do copo cheia. Transbordando em seu meio.
Te quero mais que a mim, mais do que poderia-me permitir querer. Te quero com pressa, sem fôlego, te quero pra agora e quero muito. Quero você, apenas você, quero urgentemente.
PORRA, não consigo expressar com palavras a urgência imediata desse desejo sem rosto, sem nome... É um desejo forte e latente, à flor da pele. Desejo mal e inevitável.


Eu sinto.






"I wanna do bad things with you."
(Jace Everett)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Monte de Merda


  Divisões, para que? Dividem-se, dividem-se e dividem-se novamente, e aí subdividem-se, e de novo e de novo... Para que o ser humano cria tantas etapas, tantos critérios, características, grupos, para que denotam tantas disparidades? Por que o ser humano, tão burro e cheio de si, quer a qualquer custo ser o melhor?
  O homem se preocupa demais com coisas supérfluas e materiais, e não dá a menor atenção ao que há de mais importante. De que adianta ter uma excelente escolaridade, um ótimo emprego, um salário estupendo, ser lindo, charmoso e gostoso, enfim, ter uma vida literalmente foda e ser uma pessoa vazia, estúpida, hipócrita? Alguém, pior que pobre, miserável de alma? Completamente desprovido da capacidade de sentir e viver?
  Essas pessoas sabem que são assim? Elas têm ciência de sua incapacidade? De que são vazias e frouxas? Se sabem, como conseguem não ter nojo de si e viver todos os dias como se estivesse tudo bem, tudo maravilhosamente excelente? Como conseguem continuar vivendo suas vidinhas fúteis de maneira ainda leviana?
  Como ser e fazer por fazer, perceber, e não mudar? Como deixar-se afundar na mesma merda dia após dia, noite após noite, ano após ano? O homem é um ser abominável.





"Sou homem, depois desse falimento? Sou o que não foi, o que vai ficar calado. Sei que agora é tarde, e temo abreviar com a vida, nos rasos do mundo. Mas, então, ao menos, que, no artigo da morte, peguem em mim, e me depositem também numa canoinha de nada, nessa água que não pára, de longas beiras: e, eu, rio abaixo, rio a fora, rio a dentro — o rio." (Guimarães Rosa - A Terceira Margem do Rio)



 
"There's a haze above my TV
That changes everything I see
And maybe if I continue watching
I'll lose the traits that worry me

Can we fast-forward to go down on me?
Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
And I'll admire your expensive taste
And who cares divine intervention
I wanna be praised from a new perspective
But leaving now would be a good idea
So catch me up on getting out of here"
(Panic At The Disco - New Perspective)

domingo, 13 de junho de 2010

It's your love

  Como poderia eu dispensar esse sentimento? Mesmo se eu quisesse, seria impossível fazê-lo.
  Como seria viver sem sentí-lo, ignorando-o? Como seria? Nem me lembro mais de como era antes dele. Houve antes? Só lembro dele, da explosão infinita de alegria e ar fresco que me dá. Todo esse Amor... É tudo o que tenho, é tudo o que quero e nada menos.
  E como a vida parece tão mais bela, tão mais vívida e suportável. Incrível como algo pode tornar-se tão importante e maravilhoso a ponto de fazer isso... Provar que tudo é muito mais que o desprezível factual. É meio rídiculo e tosco, e sem sentido, mas não significa que não aconteça. É real.
  É tão real quanto este texto, é tão real quanto este frio fora de hora, quanto este casaco rosa, este esmalte laranja e estes livros e estas fotos... É tão real quanto tudo isto.
  É todo esse Amor grandioso e eloquente.
  Ele é tão grande e magistral que mal cabe dentro de mim, ele praticamente exala, quase sem querer escapa pelos poros e me impregna mais e mais, e aos outros também. Como é lindo! Não imaginas tu como é tamanha fartura de Amor.


  E ele é todo seu. Apenas seu.






"Eu preciso muito muito de você eu quero muito muito você aqui de vez em quando nem que seja muito de vez em quando você nem precisa trazer maçãs nem perguntar se estou melhor você não precisa trazer nada só você mesmo você nem precisa dizer alguma coisa no telefone basta ligar e eu fico ouvindo o seu silêncio juro como não peço mais que o seu silêncio do outro lado da linha ou do outro lado da porta ou do outro lado do muro. Mas eu preciso muito muito de você." (Caio Fernando Abreu)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Can you?

I want to say many things but just to want doesn't mean that I can. I know that tomorrow is going to be a different day and I'll be alone, again. Whatever.
What am I feeling now? Why do I feel this? Why?
I'm confused... I don't know.
I'm going to somewhere, wherever, whenever.
If I feel better, if I feel myself... It will be great! So, I'll see everything and I'll feel exactly what it is. Well... I hope this a lot and nobody knows intensity.
I want to know what you think about this, about us. I want to know what you want from me.
Sweetie, can you say all these things to me? Besides, can you show me?

sábado, 29 de maio de 2010

Você as quer?

Se uma eu ganho, outra eu perco, depois perco a que ganhei e não sei se ganho a que havia perdido.
Se não compreende o que digo, então vá embora, não discuta. Apenas vá. Ou fique, fique e faça-me feliz e diga-me o que tens para dizer. E se diz que daria-me o céu, as estrelas e a Lua, não poderia eu acreditar, sei que o céu não passa de uma promessa em meio a tantas outras, que também jamais foram cumpridas, mas vai saber... O tempo passa e eu já não sou a mesma há muito. Onde foi que me perdi?
Não há dúvida de que perdi a que havia ganhado, mas e a que eu havia perdido?
Eu tenho pressa... Eu tenho pressa não sei de que, mas eu tenho e preciso saciar. E essas palavras descabidas que não fazem sentido algum, o que faço delas? Alguém as quer?
Você as quer?

Escrevo sem saber o que. Minhas próprias promessas quebro-as eu mesma, sem ajuda, sem descaso... Continuo não dizendo nada que seja funcional e tampouco irreal.



"Maybe I was stupid for telling you goodbye
Maybe I was wrong for tryin' to pick a fight"
(Kelly Clarkson - My Life Would Suck Without You)

domingo, 23 de maio de 2010

I'm a realist I'm a romantic I'm an indecisive piece of shit

Aqui vai um ridículo desabafo da minha vergonhosa e indigna vida pessoal "amorosa".



Alejandro Sanz:
Ay payita mía
Guárdate la poesía
Guárdate la alegría pa'ti


Shakira:
No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tampoco te pido que vuelvas rogando perdón
Si lloras con dos ojos secos
Y hablando de ella

Shakira:
Ay amor me duele tanto

Alejandro Sanz:
Me duele tanto

Shakira:
Que te fueras sin decir a donde
Ay amor, fue una tortura perderte

Alejandro Sanz:
Yo se que no he sido un santo
Pero lo puedo arreglar amor


Shakira:
No solo de pan vive el hombre
Y no de excusas vivo yo.


Alejandro Sanz:
Solo de errores se aprende
Y hoy se que es tuyo mi corazón


Shakira:
Mejor te guardas todo eso
A otro perro con ese hueso
Y nos decimos adiós

Shakira:
No puedo pedir que el invierno perdone a un rosal
No puedo pedir a los olmos que entreguen peras
No puedo pedirle lo eterno a un simple mortal
Y andar arrojando a los cerdos miles de perlas


Alejandro Sanz:
Ay amor me duele tanto
Me duele tanto
Que no creas más en mis promesas

(Sharika - La Toruta)




Ya sé que no vendrás
Todo lo que fue
El tiempo lo dejó atrás

Sé que no regresarás
Lo que nos pasó
No repetirá jamás.
Mil años no me alcanzarán
Para borrarte y olvidar.
Y ahora estoy aquí
Queriendo convertir
Los campos en ciudad
Mezclando el cielo con el mar

Sé que te dejé escapar
Sé que te perdí
Nada podrá ser igual.

Mil años pueden alcanzar
Para que puedas perdonar

Estoy aquí queriéndote,
Ahogándome
Entre fotos y cuadernos
Entre cosas y recuerdos
Que no puedo comprender

Estoy enloqueciéndome
Cambiándome un pie por la cara mía
esta noche por el día
que nada le puedo yo hacer

Las cartas que escrebí
Nunca las envié
No quierás saber de mí.

No puedo entender
Lo tonta que fui
Es cuestión de tiempo y fe.
(Shakira - Estoy Aquí)




Remember all the things we wanted
Now all our memories, they're haunted
We were always meant to say goodbye

(Kelly Clarkson - Already Gone)




Estou mal e me sentindo uma estúpida, em suma, estou com nojo da minha pessoa, por ser tão otária e inúmeros motivos mais. Enfim. O que quero dizer, é que, por conta do estado débil e tosco em que me encontro não escreverei mais, esse é meu último post; não sei quando voltarei a mim, não sei quando minha inexistente capacidade de manter relacionamentos - etc - florescerá, se ela florescer, como disse ontem "capacidade inata do ser humano de se pôr a perder, incrível", tão incrível que nem eu consigo crer convicta nessa suprema incapacidade.
Bem, quero evitar escrever mais uma nevasca de textos nefastos, amargurados, tristes, que provavelmente me deixarão ainda mais nesse estado letárgico; também não sei se tenho como me pôr a perder mais, mas antes que me arrependa disso também... É.
Não quero mais lembrar de perfuma nenhum, de boca alguma, olhos, voz... Nada. Quero esquecer tudo, quero esquecer o que eu sinto e o que eu estava disposta a fazer, a sentir. Quero esquecer que essa coisa de gostar é real, pra mim não o é, afinal, não dá certo... Aliás, sequer chega a um ponto em que possa dar certo, nem isso. É ridículo. É vergonhoso. Não nasci pra isso. Não nasci pra gostar de nada nem ninguém. Nasci pra não ter sentimentos, eles são o pior mal que existe... Nada me fode tanto quanto/como.
Como a vida é irônica, a minha que o diga.



Até um dia aí, adeus.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Certezas Imutáveis.

Lindo, lindo! Lindo demais!
Piruetas, pulos, e mais piruetas, sorrisos, maquiagem, roupas, sapatilhas, grampos, espelho, cabelos, perfume, pressa, nervosismo, correria, alegria. Apenas uma hora e meia ... Aplausos.
Corrí, sorrí, pulei, ajudei, segurei, falei, beijei, chorei, contei, me emocionei, suspirei.
Estava em todos os cantos, poderia ser tantas quantas quisesse.


Que será, que será?
Seria de mim?


Não faz sentido. Mas talvez não tenha de fazer... Não sei, também não sei se gostaria de saber. Para quê? Para que querer ter certeza de algo indesejável, desagradável? Doideira... Ou seria bom senso? Sei lá!
Só quero praia com tempo nublado, esticar uma canga na areia e esticar-me por cima, e relaxar, e conversar, e esquecer do resto, esquecer de tudo. Nada mais existe, entende? Não há o que existir além.


Tempo frio que enregela meus pés, que faz-me arrepiar.
De repente perdi o ponto de vista. Do que estava falando? O que estava pensando? O que foi que eu imaginei? Ah, meu bem, se fode aí.

Vou sonhar com perfume, pulos e correria. Não sei de nada. Ok, eu sei de quase tudo... Mas saber não é o suficiente, não é mesmo. Sei lá! Sei lá!
Dessa vida devassa tenho três certezas imutáveis: do ontem, de que vou morrer e de que não sou homem. Mas até a última é meio duvidosa... AHAHAH.




"Eu quero dizer
Agora o oposto do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo"
(Raul Seixas - Metamorfose Ambulante)

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Altera?


Quando nada vai bem, nada vai bem?
A dor dói de verdade?
É verossímil? Ou é fictícia?

Agora, antes, depois.
A ordem dos fatores não altera o produto. Será?
O que será, que será?
Seria de mim?




"'saudações a quem tem coragem'
aos que tão aqui pra qualquer viagem
não fique esperando a vida passar tão rápido
a felicidade é um estado imaginário"
(Barão Vermelho - Pense e Dance)

terça-feira, 18 de maio de 2010

Não...

Não sinta
Não fale
Não olhe,
Não veja.
Não ouça
Não se permita
Não pense,
Não idealize.
Não arrisque
Não comece
Não vá para além da esquina.

Corra
Fuja
Esconda-se
Termine
Proíba a si
Cale-se
Afaste-se,
Desista.

A vida é uma tristeza...
O mundo é só pobreza
Manter a alegria não é moleza
Nada é pura beleza.

domingo, 16 de maio de 2010

Saia

Não interessa. Leve daqui suas decisões sem método. Suma com elas e, se for preciso, vá junto.
Foda-se. Já me comprometi demais, foda-se.

Como antes, magoou-me, e se não pode controlar situações, não pode fazer isso.
Não pode me amar. Eu não deixo, eu não quero. Eu te proíbo disso.
Deixe-me, vá embora.
Não te desafio a me amar e não quero que o faça por nada.

Apenas deixe-me em paz, saia da minha cabeça, da minha mente, e sobretudo, saia do meu coração.
E não volte nunca mais. Nunca mais, não ouse.
De qualquer forma, jamais ousou mesmo.

domingo, 9 de maio de 2010

Incompreenda

"Lá se foi ela, dobrou a esquina e não quis mais saber
Sucumbiu-se dos desagravos e perdeu-se por algum canto.
Não mais a viram desde então,
foi-se arredar sem coração às sombras de pestilentas solidões
Sumindo por prazer.


Histórias são histórias, contos são contos e nada menos...
E nada menos impróprio e improdutivo que viver destes,
arrojar-se a nada
tentar catar migalhas em invernos tempestuosos
E pedir perdão agourento..


Mas ela uma vez, tarde ou cedo, teria de voltar
teria de reafirmar-se ao cós arruinado.
Precisava dela como precisava do ar, da mesma maneira como precisava inconcebivelmente daquela outra vida, daquele conjunto de moléculas tão absurdamente íntimo...
Sentia-se desnorteada pela ilógica previsível daquela outra vida tão próxima a sua


Aproximou-se novamente e, recompondo os estilhaços de seu coração vadio, passeou deliciada pelos contornos da bela criatura.
Apertou-lhe a mão e sorriu calorosamente,
como se mais nada importasse
como se não houvesse nada além..."

- De que falavas?
- Nada... Nada de que eu possa explicitar a vós. Deixais assim, deixais subentendido.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Me beije.

Quando estiver longe, não desfaçamo-nos. Já sabíamos que as flores um dia caem, murcham, secam. Nós já sabíamos.
Ei, desate a falar, quero ouvir o som da sua voz, quero que diga baixinho ao meu ouvido. Diga... E quero que repita tantas vezes quanto for necessário, quanto for possível. Olhe para mim, estou exigindo. Não entenda-me mal, mas estou exigindo tudo de ti. Qualquer coisa e até a menor de todas elas. Quero por inteiro, não por um quarto ou dois, nem por três quartos, quero cem, quero por mil, quero muitos, quero por inteiro. Não entenda-me mal. Não estou tão bem como gostaria. Mas isso também não importa.

Nós sabíamos há tempos que seria escasso, mas mesmo na escassez podemos fazer algo, podemos sim. Basta querer. Diga-me quando quiser. Diga-me.
Diga-me quando estiver realmente disposta a dar-me plena atenção, quando estiver disposta a ter a minha companhia, friso-lhe, minha companhia. E nada menos.

Me lembre como quer, que quer. Mostre-me, diga-me. Me beije.





"Molha eu,
Seca eu,
Deixa que eu seja o céu
E receba
O que seja seu.
Anoiteça e amanheça eu.

Beija eu,
Beija eu,
Beija eu, me beija.
Deixa
O que seja ser"
(Marisa Monte - Beija Eu)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sinta!

 E para quê? E para que tantas perguntas? E para que criastes tantas dúvidas? Não há de que correr, o que temer. Pare com esse seu drama mal-vivido...

 Não vejo problemas, tirando os que você mesma gera, não vejo. Pare com isso, está perdendo seu tempo tentando tomar decisões simples como se fossem pútridos problemas. Irrita ouvir qualquer coisa com base em "racionalidade", "atitudes corretas" e "escolhas certas". O que é o certo, afinal? O que é o certo para um, não é necessariamente o certo para outro, então como me explica isso? A escolha certa sempre será a errada, e vice-versa. É tudo questão de ponto de vista. Aposto que nem eu e nem você sabemos o que é o certo nisso tudo, e talvez nunca saibamos. Não vamos continuar andando em círculos, não vamos desperdiçar... Dane-se, dane-se a dúvida quanto aos outros 99, não se arrependa de algo que não fez. Deixe acontecer, pare com isso, caso contrário, perderá muito mais do que pensa ter - ou não ter -. Que seja... Não seja mais tão paranóica, relaxa.
 Não desconsidere o que lhe foi dito n'outros dias... Não, nada disso. Só peço que pare de bancar a idiota. E que pare de ignorar. E, talvez, de virar a cara. Aliás, devo dizer, eu era mais feliz antes de saber diretamente que essas coisas aconteciam, logicamente que eu já sabia, mas... Sei lá, não sei dizer, talvez nem importe a você saber. Enfim.

 Já disse que simplesmente aceitar por não haver opção é uma imensa besteira? Já disse que sempre há alternativa? Pois então, estou dizendo.

 E se for abraçar algo que não quer, se for fazê-lo por "falta de opção", então faça, mas saiba que em algum ponto irás arrepender-te amargamente. É como aquele ditado "Quem não arrisca, não petisca", e se não petisca, não sabe como é, não sabe o sabor. E se não sabe que gosto tem, pois nunca experimentou, logo não sabe de nada. Então, por que não pesticar? Por que não viver? Por quê? Cade a sua coragem? Cade a sua vontade de viver? Cade tuas palavras, aquelas com as quais tu me dissestes cumprir?
 E eu que já ia perguntar se você também não quer me ver. Não me conhece mesmo, então desconsidere isso... Isso sim... Se assim achar melhor. E se assim quiser entender... Entenda, apenas não me engane novamente. Prefiro a pior verdade, por mais torturante e esmagadora que seja.

 Digo mais, discordo, mas nem que a vaca tussa e cuspa. Não concordo.


 Alguém que lida tão bem com números... Como não sabe lidar com isso? Só sabe mexer com números e fórmulas... Situações prontas, previstas.
 E as surpresas e dúvidas de que tanto gosta, onde ficam agora?

 Não estou dizendo que é para desistir, apenas para não pensar.
 Pense, só não pense da maneira como costuma fazê-lo.
 Neste caso, e repito, neste caso, sinta mais e pense menos.