"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

I am not but I am

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
essa metamorfose ambulante...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Término daquilo que nunca existiu

Não posso fazer isso.
Não posso. Não consigo. Não quero.
Tenho motivos pra não querer. Você me deu todos eles muito generosamente.
Gosto demais de você, mas não dá. Você me dá nada mais que punhados de palavras.
Sinceramente (muito sinceramente), se fosse pra eu viver uma relação na qual sempre estaria inevitavelmente sofrendo, com toda a certeza do universo eu estaria até hoje e para sempre com Lorena, O Amor da porra da minha vida.
Se até ela, O meu Amor, eu mandei colher mariscos pra poder sobreviver quando precisei... Você acha mesmo que eu vou ficar passando situação por alguém que só me dá palavras???
Cara, isso não faz o menor sentido. Se situa.
Ela, eu sabia que me amava e não era pouco. Ela me perturbava o psicológico, sim, pra caralho, a vida dela não era fácil e no fim me enlouquecia aquilo tudo, me matava, eu não aguentava mais tudo aquilo naquele momento. Eu precisava de espaço. E ela me amava demais, eu sei que sim, eu sentia eu via eu vivia aquele amor imenso.
Ela era muito, muita dor e muito amor. E eu sabia porque eu vivia aquilo, não só o amor. Eu sentia a dor que ela sentia em momentos de conexão do além. Por ela eu me arriscaria. Ela não me dava apenas dor. Me dava mais do que compreensão. Me dava muito mais do que amor.
Não consigo te explicar, mas não importa, você não entende todo o sentimento gigantesco que pode haver entre dois universos corpusculares.
E você não me merece.

Espero que se realize em tudo na vida.
Beijo.








Carta de 05/02/2018

domingo, 4 de fevereiro de 2018

cabe mais

cabe mais amor em nós.
cabe mais amor entre nós,

entrenós
        nós
        nó.












sem data

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

estado de viva satisfação; ledice;

talvez seja esse sol na casa oito ou essa lua em escorpião na casa seis talvez seja o amor imenso que minha visão vulva veias válvulas coronárias orelhas tímpanos coxas corpo consciência arrepios que eu por inteira sinto por você que me faz ter saudade até do colchão anterior. o primeiro eu te amo com o qual você me presenteou foi deitada por baixo de mim e sobre ele, aquele colchão velho e mofado.
um choque percorreu meu corpo inteiro da cabeça aos pés. lembrança extracorpórea.
que você tenha plena consciência da minha existência, meus átomos clamam ao universo. porque mesmo na intangência do toque ardoroso de paixão derreto de amor cantarolo contorciono e desidrato de tesão. e se meus sentimentos soam devotos é porque são.

minha memória é muito tenebrosa demasiado curta sim, não se interessa em reter várias informações cotidianamente importantes, já saberes inúteis e sofrências tretas livros emprestados e dinheiro devidos, ó, pra isso sempre foi ilimitada (vocês que me devem, eu lembro tá).

e eu me proíbo
me proíbo veementemente
de te amar exponencialmente
de ter arroubos de paixão de outras dimensões
de ter frouxos de saudades
de ter arreios de libido desenfreada
de te sonhar
de te querer
de te ler e te sentir pelos retinidos do cruzamento dos nossos rastros oculares

proíbo a mim
de botar fé em futuro furado
de planejar com o leviano
de desejar alguém sem sombra
de sufocar no armário pra agradar a terceiros
de fazer trato com o léu
de afagar a relegação
de engrossar a vista pro egoísmo
de deitar e refestelar sob o desprezo
de permitir aos meus ouvidos o prazer dúbio dos cantos de ossanha e convites de sereias
de embelezar as traças
de me moldar ao teu toque
de mudar meus rumos pra te abraçar

eu me proíbo da tua presença
e te suprimo da minha

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

ou você penetra na razão secreta das coisas ou é feliz, só pode escolher uma.
















06 de dezembro de 2017

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

dai-nos paciença florida de forças

tenho intensas admiração e ternura pelas gentes mundanas, do cotidiano áspero e bruto de todas as tardes. gentes como eu. pessoas comuns nada incomuns, que dão murros sucessivos em pontas-de-facas e tentam vencer ou se igualar ao vento ao tempo

desenterram forças sobre-humanas pra crer no amanhã no transbordamento do copo
pessoas de tostão-furado que não hesitam em dividir
olhar pro lado
enxergar os fatos

a fome
a miséria
o desespero
as dores do mundo

aos "grandes nomes da história", meu pesar. algumas figuras fizeram muito por querer o justo genuinamente. e quantas outras agiram por conveniência gana de alavancar a si mesmas
fazer jus a quem tudo cristalino já tinha
usurpar matar destruir,
me pergunto.

prefiro sofrer com quem e por quem sangra comigo na luta do asfalto quente
com essas gentes eu erro
e (me) apreendo
e aprendo

elas me ajudam a abrir os olhos
sem temer raios cegantes

e se por acaso ironia ou maldade me danificarem as córneas retinas nervos ópticos
que ao menos uma vez
uma
eu veja a verdade.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

sob o signo de escorpião

espero que você entenda.
aqui dentro é um banzé, não há corda-bamba na qual a constância se equilibre por muito tempo. malabarismos eu só executo – sem esmeros – quando a noite cai aos prantos em lua cheia e o céu precedente é púrpura ou salmão.
há quase um ano e dois meses eu não soube interpretar sentir vibrar com os abalos sísmicos que sua presença me causara. e apesar de pesares, ainda é uma convivência facebookiana whatsappiana skypeana fácil. a modernidade nos moldando. amor entre receitas culinárias, peixe com papel brigadeiro sem achocolatado.
a lonjura não ultrapassou os abalos dos teus olhos. um ano depois, te rever é como te ver pela primeira vez. o autoamparo dos meus olhos se desvalando sob o teu olhar. aquarelas de nudez quando na mira do sol de escorpião.
eu quero seguir em frente. trilhar uma busca que nem você e com você, que me inspira com tanta força e determinação. as feridas encerram e narram as nossas histórias.
planejamentos a longo prazo mudança cachorro ou gato flat casamento mudanças bahia? planejamentos a longo prazo não cabem na ansiedade viver pra amanhã semana que vem próximo semestre já é um baú atulhado contra o peito.
gostaria que você me entendesse.
oscilando entre as fases finais, o pulo do gato se encontra n'algum canto talvez no topo da minha cabeça talvez no coração que sobrou em meio à cratera talvez em ambos. é injusto. eu sou injusta comigo. sou injusta contigo. primeiro é necessário a libertação dos mil véis e máscaras de bons-dias pra amar sem limites amar a mim amar a você amar a nós, esse megaevento que tenta fluir com o presente.

demolir sedimentos pra construir nova morada pro amor de amor alteridade justiça respeito empatia. ou sutilmente à la caio fernando, esvaziando xícaras para experimentar novos chás.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Jurei mentiras e sigo sozinho, assumo os pecados
Os ventos do norte não movem moinhos

E o que me resta é só um gemido
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos,
Meu sangue latino, minh'alma cativa

Rompi tratados, traí os ritos
Quebrei a lança, lancei no espaço
Um grito, um desabafo

E o que me importa é não estar vencido
Minha vida, meus mortos, meus caminhos tortos,
Meu sangue latino, minh'alma cativa


https://www.youtube.com/watch?v=BliqScxpNRs&index=14&list=RDEMMDyTw3Np-ZxcLZdtHX0WpA