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quarta-feira, 18 de maio de 2011

UERJ e outras inutilidades



  Eu não deveria estar aqui escrevendo, primeiro de tudo porque é ano de vestibular e segundo porque uma das tantas provas que farei é dia 12 de junho (prova da UERJ), pois é, logo no Dia dos Namorados. Mas então, como eu ia dizendo, eu não deveria estar aqui escrevendo, até porque já passa de meia noite e, adivinha, estarei levantando daqui a cinco horas para me arrumar para ir ao colégio. E devo dizer, como este texto está monótono, sem graça, sem sal, enfim... Sabe, meu objetivo de texto não era nada semelhante a esse, na verdade era bem diferente, só que a minha cabeça está tão bombardeada, sério, sinto como se tivesse algum país do Oriente Médio e (vamos lá) os EUA em guerra dentro dela.
  Sei lá, esse ano eu deveria estar estudando loucamente (e põe loucamente nisso), mas não consigo, antes eu até estava, mas agora não consigo, que preguiça, que sono, que frio. Ah, que tédio! Estudar pra que? Pra prova da UERJ? Que mané UERJ, eu não quero UERJ, eu quero mais é que a UERJ se exploda. Que se foda a UERJ, sério, maldita UERJ! Sem contar que só farei a prova da UERJ porque a minha mãe me passou a maior conversa. Mamãe, o dinheiro pra inscrição da UERJ vai todo pro lixo, foi mal! Já estou vendo um C, senão um D bem grande nessa prova. Pois é... Triste, não? Quarenta e cinco reais no lixo, droga, eu poderia ter comprado um monte de livros com esse dinheiro. Realmente uma pena. Outra pena é eu ter escrito o nome dessa universidade merda oito vezes (num único parágrafo ainda por cima). Ah, é, ela ainda dá um bom caldo no curso de Direito, gente, um dos melhores do Rio de Janeiro (ou seria do Brasil? Sei lá!). Foi mal sociedade, mas lembrei a tempo de divulgar!
  As únicas provas que me importam são todas excetuando a da UERJ. Tá legal, nem tanto. Na verdade é bem menos que isso. Na verdade, as outras provas são só pra encher linguiça, aliás, mais na verdade ainda, elas são só pra disfarçar a minha insegurança. Ou seria acalmar? Não? Também não sei. Só sei que ando perdendo muito tempo estudando para as minhas não-específicas, e a gramática que eu tanto desprezo? Calma, ainda tenho tempo. Eu acho. Acho. Porra, calma.


  Sério, eu realmente não queria inserir esse assunto em mais outro espaço da minha vida, mas ele é tão filho da puta que não se contenta e sai invadindo tudo, já tomou conta do meu inglês, da minha mãe, da minha alegria (escassa, mas minha), dos meus amigos e até da minha namorada (sacanagem). E agora entrou aqui. Como eu corto esse mal? Enfim, prosseguindo, primeiro eu pretendia falar de solidão, não de "Cem anos de solidão(Cien Años de Soledad, no título original, do escritor e jornalista, e também editor e ativista político, colombiano Gabriel García Márquez), depois eu pensei em falar sobre uma coisa que li num outro blog, mas pensei cá com os meus botões "pra quê?". Pra quê? Pra desencadear outra merda de Guerra Fria? Pra arranjar mais sarna pra perder tempo coçando? Pra causar mais desprezo? Pra que perder meu precioso tempo com essa coisa inútil, idiota, despretensiosa, descartável e ignominiosa (confesso que há meses tento usar essa palavra "ignominiosa" mas não conseguia pretexto)? Pois é, para quê? E pra que me descabelar pela UERJ se ela é outra que não vale nada e ainda pode foder com o raio da minha bela vida bela? Digo foder, mas nesse caso não chega a tanto.

  Aliás, é que nem um anúncio muito velho e a um texto da escritora e jornalista (também blogueira e estudante de Filosofia) Liliane Prata que dizia: "Está na dúvida se casa ou se compra uma bicicleta?". Eu não vi o anúncio, pelo menos não que eu lembre, mas li (milhões de vezes) o texto que a Liliane escreveu sobre o mesmo. Continuando, o que eu quis dizer é que uma hora estou falando de UERJ e adjacências e na outra estou falando de coisas completamente diferentes, tipo o anúncio sobre ficar em dúvida entre casar ou comprar uma bicicleta. Mas, poxa, o que seria da vida se levássemos tudo tão a sério, não é mesmo? Por exemplo a coisa que eu li num outro blog e percebi que devo (e vou!) cagar para aquilo. Há coisas feitas especialmente para serem desprezadas, dispensadas e detestadas.
  Elas simplesmente não são.