"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

I am not but I am

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
essa metamorfose ambulante...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Não Concordo.


Se eu sou ?
Se sou o que ? Quem ?
Eu...
Sou,
não sou,
sei lá.
Nem sei se ainda sou eu
não sei se a vida vale ser vivida
só sei que é demasiado sofrida


Não concordo com esse desamor
Não concordo com os hipócritas que infestam nossa sociedade
Não concordo com a fome, a miséria e a violência.


Não, nós em momento algum teremos total paz
mas lutaremos mesmo assim !
E de toda essa merda, de todo esse lixo que é a cidade onde moramos, de toda essa podridão que é o nosso país, faremos o verdadeiro inferno
poremos para fora toda a nossa fúria,
protestaremos até que não haja mais luz
até que não tenhamos mais pés para caminhar, ou voz para bradar


Não concordo com a suprema falta de afeto, de carinho e Amor
Aliás, tudo isso me leva a desacreditar no Amor
queria também, poder desacreditar no amor banal, no amor sem sal,
amor carnal

O que se vê é um monte de gente se prendendo a alguém que não está nem aí, por mais que já tenha dito alguma coisa bonitinha, ou que tenha demonstrado algo dizendo qualquer coisa para se desculpar, com medo de magoar, mas é só isso e nada mais, não tem depois
e nem além, essa gente é que fantasia a possibilidade e vive dela, como se fosse, n'algum ponto da vida se tornar realidade.


Não tampe suas orelhas,
Não feche seus olhos,
E crucialmente, não cale sua boca

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Loucura Racional


Rosas pretas
Girassóis laranjas
e Lírios azuis

Por que o mundo tem sabor de alcaçuz (...) ?

Por onde andam as elegantes mademoiselles com suas chiques luvas de película ?
Onde está a luxúria divina dos "tempos do cólera" ?
Mesmo sem honrarias ou pódio de chegada
canto e danço desvairada,
escrevo a ti e escrevo a mim amordaçada por opção própria
No caminho sem término que leva a destruição das intrigas alheias
Rogo-me perdão por tortuante depredação
findado o perdão, tiro minhas meias e jogo-as às alcoviteiras.
Olho teu olho
Beijo tua boca
Respiro teu cheiro
Suspiro a tua ausência
Apaixono-me por teu sotaque mineiro

Sonho desordeiro.
Fico às levas de sonhos acordados
olhos abertos, mente fechada
numa coisa só ligada

Cadê a chave ?
Dou a partida e corro até onde está

Doravante será diferente,
intrigas e fofocas para trás, não as carrego mais.
Para trás também deixo a cruz, caída aos pés de quem as quis carregar
má sorte, bom azar
deus lhe pague.

Choro minguado, não o prendo mais, não o tenho.
Tristeza solitária e repentina, não a quero mais.
Agonia diária. Tchau.
Adeus a toda desgraça perseguidora.
Nem o troco dou ao premiado do ano. Dizendo foda-se e seguindo em frente.

Não faz-se ideia do que de certo acontecerá
arrisco-me ainda assim,
por algo que o valha, por algo que talvez seja irritante
ao pé da letra
ao pé do ouvido

O orvalho destaca-se aos poucos
ouve-se sons roucos.

Amor, Amor, para poucos,
Amor, Amor, para loucos.

domingo, 18 de outubro de 2009

Sensações Transluzidas.

Tudo são cores
Tudo são flores
Flores frágeis e arrojadas, de pétalas desbotadas e deturpadas
de cores quentes ou frias,
manchadas de tinta ou apenas por si mesmas borradas


Um abraço apertado para cada sorriso inflamado
e por cada sorriso inflamado um enamorado fracassado.

Uma Lua aconchegante e eternamente brilhante,
deita com carinho os arroubos dos amores amantes e os embala, como uma mãe de "primeira viagem" embala seu filho,
põe para ninar também, os sonhos triunfantes,
outros estafantes e até ludibriantes

E é tudo tão frio e distante, nada é certo, nada está no lugar correto
Então inspiro fundo e jogo-me ao relento, sem medo e sem piedade de mim
jogo-me com tudo, sem olhar para o oco da podridão alheia
da sociedade imunda que nos bloqueia.
Não quero ver o oco sujo e intolerável,
quero ver o farto e invejável.

Mas aí já não está mais escuro,
É tudo bem mais claro e caloroso
não há nada úmido e tampouco frio.

Aquelas vozes irritantes estão distantes e caladas. Sumiram.
Agora, o que o coração sussura é tão real quanto os contatos físicos
tão desejável, tão palpável quanto. Tão bom.
E é confuso, mas adorável.

Novamente o céu abre-se num largo sorriso
fresco e vivo
Sorrio devolta e lembro daquela canção,
lembro-me daquele lugar maravilhoso
e de seu cheiro saudoso,
por conseguinte penso naquele nome que está preso a minha boca, aos meus sonhos
que se está agarrado as minhas palavras lascívas e também as dengosas
Mariana, minha teimosa