"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

Ou toca, ou não toca." (Clarice Lispector)
"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
"Repara bem no que não digo." (Leminski)
"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

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essa metamorfose ambulante...

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

07/02/17

é como caminhar por um corredor escuro. e ninguém te toca  ou talvez toque, mas não fica. deixe ser, deixe ir.
a escuridão chega todos os dias, com a pretensão de se apossar de todos os espaços disponíveis ou não disponíveis. e continua viva uma força mística que labuta com afinco para manter as velas acesas. contudo, sinto dizer que mesmo essa magia se desfaz em meio à ventania. um sopro fugaz, um momento, quiçá um estalo e vemos o movimento sensual das cortinas se embrenhando umas nas outras.
pode ser triste, mas pode ser terrivelmente bom. sentir, não existem palavras para descrever, e sim outras sensações indecifráveis que nos afastam ou aproximam da coisa em si.
gostaria de conseguir me demonstrar com maior profundidade, não inventada, apenas a real... infelizmente, fazer emergir as profundezas de alguém não é como pegar um pirulito no pacote. mas juro, com toda a beleza que já vi e senti na vida, que crescem lírios em todas as cabeças.
menos nesta aqui, cujos lírios são raspados de tempos em tempos. talvez seja por isso que periodicamente assisto a mim mesma conjurando os mesmos versos de novo e de novo e de novo.

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