"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

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essa metamorfose ambulante...

domingo, 27 de setembro de 2009

Desbloqueados


Só de pensar em quanto tempo eu passei bloqueando esses pensamentos, e no quão difícil foi, já me sinto exausta. Exaurida até a alma.
Antes, há um bocado de tempo, consegui fazer com que uma cortina nebulosa não me concedesse ter a impecável visão de tudo o que eu queria... Os sentimentos antes encubados, dores difusas, discusão, decepção, perda, dor, dor e mais dor. Bloqueei tanto a imagem dela, a voz, tudo relacionado. Às vezes não conseguia... Por incontáveis vezes a ouvi dizer-me que me amava, sempre ao telefone, aquela última ligação (aquela que tanto me deu esperanças), então sentia profunda dor... Por conseguinte lembrava daquela quarta-feira, como agora, era sempre tomada de demasiada angústia. E o choro vem à tona, forte, às torrentes.
Bloqueei o máximo que pude, até certa quarta-feira. Senti coisas inexplicáveis... Seriam inexplicáveis se eu não soubesse o motivo de senti-las, mas eu sabia (e sei), agora que nada está bloqueado é muito mais doloroso, aqui dentro está conturbado, dentro de mim, não sei se dela também, me parece que não...
E agora que ela tudo sabe, claramente, sinto-me indefesa, desprotegida. Não sei o que fazer, como agir, se devo, ou se não devo...
Minha cabeça dói, meu coração dói, o ar está espesso.
Dor.

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