"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato...

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"Eu me recuso a ser sócio de qualquer clube que me aceite como sócio." (Grouxo Marx)
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"Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente boa" (Rita Lee)

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essa metamorfose ambulante...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Preto no Branco IV

Acordou... Não passava d'um sonho ruim, mesmo assim tomou nota daquilo em sua mente. Continuou sentada na cama, sem mexer um fio de cabelo, estava apavorada, tudo fora tão real, como pudera acabar tão rápido? Formulou dezenas e dezenas de hipóteses sobre o que aquele sonho poderia significar, mas nada parecia se encaixar. Faltava algo crucial para seu certo entendimento.


- Manoli? Manoli? - Seu cachorro jamais se demorava quando ela o chamava, por que agora? Liesel levantou-se de súbito e foi procurá-lo. Saiu do quarto aos pulos, calçando seu chinelinho, todas as luzes estavam apagadas. Sim, aquilo era muito estranho. Liesel pôde sentir seu coração acelerar gradativamente, enquanto andava na penumbra à procura de seu cão. Sentia-se estranha não só por todo o ocorrido não ter passado de um sonho e por estar faltando algo importantíssimo para entendê-lo, mas por estar numa casa... Na sua própria casa e ainda assim parecer ser a de um estranho. Sentiu um ardor corroer-lhe por dentro completamente.


Repentinamente as luzes se acenderam. Deparou-se frente à uma coroa de cabelos castanhos e logo apagou novamente.

E o tempo não parou.
O tempo nunca para.




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